…tudo continua por gritar…

É quase agradável ser dilacerado por memórias idas ao som desta música…

É bom quando alguém grita por nós o que temos preso cá dentro.

E passados estes anos, tudo continua por gritar…

http://www.youtube.com/watch?v=2Ja8xjU_Ghc

 

Dré

Published in: on 29/07/2011 at 2:27  Deixe um Comentário  

Parabéns…

 
Um beijo de 3 horas…
 
                                3 dias….
                                            3 anos!
 
 
Três aninhos faz este blog este mês.
 
E de maneiras que é assim… É isto!
 
Dré
 
 
Published in: on 26/06/2008 at 23:37  Deixe um Comentário  

Apontamento sobre Krishnamurti

     Ler
Krishnamurti é ler-nos a nós mesmos
, no mundo que
criamos e de que somos parte. Aquilo que diz, tal como um fruto, é
para ser experimentado: «Não aceiteis o que digo. A
aceitação destrói a verdade. Testai-o.»

    
Krishnamurti não traz a utopia, o sistema, a palavra, a crença
reconfortante. Chama-nos ao contacto vitalizador com a realidade – 
a realidade de toda esta vida, que é também a nossa
vida – para que lhe demos atenção e a possamos
compreender.
     Talvez não haja nada
tão libertador – num mundo em que as palavras, os sistemas, as
crenças nos aprisionam e dividem. E talvez, também,
nada tão «terapêutico» como a sua visão
global, holística, da Vida, em que a realidade é
percebida como um todo, e o indivíduo se revela como um ser
não separado, mas como parte integrante desse mesmo
todo.«Estamos a degenerar», diz, «porque
não somos sensíveis ao processo total da vida»
.
    
Assim, a abordagem que Krishnamurti faz da realidade não é
uma abordagem meramente intelectual, superficial, fragmentária.
É uma abordagem que vai à raiz dos problemas humanos –
a mente do homem – e é, por isso mesmo, «operacional»,
actuante, pois desafia constantemente quem o escuta,
suscitando a exploração, acordando uma resposta,
porventura um insight – uma percepção profunda e
transformante.
     Aldous Huxley, na
Introdução que escreveu ao livro de Krishnamurti, A
Primeira e Última Liberdade
, diz que ele «enuncia,
de modo lúcido e contemporâneo, o problema fundamental
do homem, convidando a resolvê-lo do único modo por que
pode ser resolvido: em nós e por nós mesmos».
    
Porque esse problema fundamental e a sua solução estão
em nós, somos chamados à autodescoberta. Krishnamurti
põe-nos em face a nós mesmos, observando connosco, no
momento
, a nossa realidade psicológica quotidiana – o
sofrimento e o prazer, o relacionamento e o conflito, a avidez, o
ciúme, o medo, etc.
    A qualidade dessa
observação a que ele convida quem o escuta é
considerada pelo físico David Bohm como verdadeiramente
científica. Ela é essencial para esvaziar a mente
dos seus conteúdos resultantes do condicionamento a que, por
influência do meio sócio-cultural em que se vive, cada
um está sujeito. Por meio dessa observação,
vemos a rede em que nos achamos prisioneiros: uma mente condicionada,
«programada», que é o maior perigo de que temos de
nos libertar agora. Uma mente mecânica, insensibilizada,
deformada – pelo hábito, o egoísmo, os preconceitos
raciais, nacionalistas, etc. – o que cria sofrimentos, miséria
extrema, conflitos cada vez mais devastadores.
    
Foi a necessidade inadiável de nos libertarmos deste
condicionamento destruidor que Krishnamurti acentuou fortemente, ao
falar a cientistas de vários países, no Centro de
Pesquisa Nuclear de 
Los Alamos (EUA).
    
Essa libertação é essencial. Com ela acontece a
transformação psicológica, «uma
verdadeira revolução: uma maneira de viver
totalmente diferente, em que existe amor – que não é
prazer ou desejo».

     É a
exploração da dinâmica desta revolução
imediata, dessa mutação, em cada um de nós, que
Krishnamurti partilha com quem quer escutá-lo.
     
Foi a profundidade desta pesquisa sobre a revolução
psicológica, o problema do tempo, a natureza e o papel do
pensamento, a acção da inteligência, etc., que
levou vários cientistas de vanguarda – como os físicos
Fritjof Capra e David Bohm – biólogos, psiquiatras,
educadores, psicólogos, etc., a participar também, com
Krishnamurti, nessa investigação, em seminários
e diálogos, alguns destes apresentados em obras como The
Future of Humanity, The Ending of Time, Exploration into Insight, The
Wholeness of Life
, etc.
     A urgente
necessidade da revolução psicológica, que poderá
trazer a mudança à própria sociedade – porque «a
sociedade somos nós»
– foi o problema central que
focou nas Nações Unidas, em 1984:
    
«[…] Somos esta sociedade que criámos e, enquanto cada
um de nós não se transformar radicalmente, não
haverá paz na terra, apesar de todas as religiões, de
todas as instituições.»
    
Para se compreender profundamente o que Krishnamurti tem para
comunicar, é indispensável passar além das
palavras
. E se estamos realmente atentos, a energia do seu
questionamento opera; e, então, talvez possamos encontrar, por
nós, e em nós mesmos
, um percebimento, há
muito desejado, do sentido da vida, do fim do sofrimento, da
profundidade do silêncio e do espaço interior, da
meditação, da morte, da beleza, do amor.
    
Porque, ao investigar connosco os limites do pensamento, Krishnamurti
lança-nos um desafio que vai muito além do que o
pensamento é capaz de atingir – a penetração na
profundidade do Real – «o Intemporal, o Imenso, que o homem
tem incessantemente procurado»
.

     J.
Krishnamurti (1895-1986) nasceu na Índia, mas nunca se
confinou em quaisquer fronteiras de nacionalismo, crença,
ideologia.

     Foi um
daqueles homens raros que rejeitam o poder e a autoridade com que
querem investi-los.
     Desde muito cedo
apresentado ao mundo como um dos grandes mestres espirituais do
homem, recusou totalmente ser olhado como uma autoridade:

     «Afirmo
que a Verdade é uma terra sem caminho. O homem não pode
atingi-la por intermédio de nenhuma organização,
de nenhum credo […] Tem de encontrá-la através do
espelho do relacionamento, através da compreensão dos
conteúdos da sua própria mente, através da
observação.[…]»

     É
o afastar-se de todos os intermediários, o derrubar de todas
as fronteiras entre nós e o Todo – a que alguns chamam Deus.
É a afirmação da liberdade indispensável
para penetrar no oceano do Real. Recusou assim toda a dependência
psicológica, como obstáculo à libertação
da mente e à descoberta da Verdade. «Para encontrar
a Verdade, o homem tem de ser livre.»
Psicologicamente,
interiormente. E essa liberdade, que é «o primeiro e
último passo»
, começa pela compreensão
de nós mesmos, na relação com o mundo – com as
pessoas, a natureza, as coisas, as ideias.

     Com toda a
clareza, Krishnamurti salienta que no campo do autoconhecimento, como
no campo religioso, é preciso manter-nos livres de qualquer
autoridade – incluindo a que possamos querer atribuir-lhe: «Estou
apenas a ser como um espelho da vossa vida, no qual podeis ver-vos
como sois. Depois, podeis deitar fora o espelho; o espelho não
é importante.»

     Krishnamurti
tem sido considerado um «homem planetário». Na
Europa, na Índia, na Austrália, nas Américas,
durante mais de sessenta anos, muitos milhares de pessoas o escutaram
e dialogaram com ele, desde o intelectual de renome ao «homem
comum», atraídos pela originalidade e penetrante lucidez
do seu questionamento, e pela profundidade da sua resposta ao desafio
que temos perante nós. E, quer em conferências públicas,
quer em diálogos com pequenos grupos ou em encontros
individuais, sondava profundamente a mente humana, revelando-lhe,
como num espelho, as dependências, as imitações,
o condicionamento, causadores de divisão, de conflitos e
sofrimento intermináveis.
    
Considerando a educação como fundamental para a
libertação das influências condicionantes,
Krishnamurti fundou oito escolas experimentais – em Inglaterra,
Califórnia, Canadá e Índia. (A Escola
Internacional de Brockwood Park, a 80 km de Londres, alcançou
já grande reputação. Algumas universidades
norte-americanas permitem que alunos seus façam estágios
nesta Escola.)
     São escolas em que
não se estimula a comparação nem a competição
entre os alunos, e onde, a par da formação académica,
se procura orientar para a compreensão de si mesmo, através
do relacionamento com outros seres humanos e com a natureza – uma
aprendizagem que é compartilhada tanto pelos estudantes como
pelos educadores.
     Amigos de Krishnamurti
estabeleceram Fundações, na Europa (Krishnamurti
Foundation, Bramdean, Hampshire, S024 OLQ, England), nos Estados
Unidos, na América Latina e na Índia, assim como
Centros de Documentação, em muitos países,
onde se pode colher informação sobre Krishnamurti e a
sua obra, sob a forma de livros, áudio e videocassetes (com
muitas das suas conferências e diálogos), elementos
elucidativos sobre as Escolas, etc. (Em Portugal, também se
pode ter acesso a esses dados informativos, através de um
destes Centros de Documentação, em Évora,
Av. Leonor Fernandes, 36).
     As Fundações
têm carácter puramente administrativo e destinam-se a
difundir a obra de Krishnamurti e a ajudar a financiar as escolas
experimentais, por ele fundadas.

    
Aqueles que, como nós, conviveram de perto com Krishnamurti,
foram profundamente tocados pela coerência total entre a sua
vida e a sua obra.
     O seu modo de estar
era o de um homem simples, interiormente livre, afectuoso. Tinha um
relacionamento atento, sempre disponível a escutar a vida, a
atender quem dele se quisesse aproximar.
    
Krishnamurti veio partilhar, com uma humanidade acomodada à
sua trágica condição, a energia desintoxicante
da liberdade.
     Experimentar essa
liberdade é o desencadear da aprendizagem essencial, que pode
abrir espaço à inteligência e ao Amor – «o
catalisador da Mudança»
.

Maria Beatriz
Branco, em O Despertar da Sensibilidade (Editorial Estampa,
1992)

Published in: on 12/09/2007 at 14:12  Deixe um Comentário  

Onze semanas no Paraíso…

Brevemente… (ou então não!)
Published in: on 19/05/2006 at 20:56  Deixe um Comentário  

Bem vindos ao Aqui e Agora

 

Sejam bem vindos a este espaço completamente vazio de significado!

Entrem, acomodem-se, deixem-se estar à vontade, este espaço é vosso, nosso… de quem quiser aparecer.

Este é um espaço inútil, pois não tem qualquer utilidade inerente. Será útil apenas na medida em que vocês o quiserem. Façam o que bem entenderem aqui…

Neste Aqui e Agora vamos estar só concentrados nisso mesmo.. No Aqui e Agora. Seja o que for que apareça, será Aqui e Agora, livre de pré-conceitos e rotulações mentais.

 

Deixem os vossos julgamentos e visões sobre "Aquilo Que É" lá fora.

No Aqui e Agora, "Aquilo Que É" simplesmente… é !!

 

Esvaziem as vossas chávenas… Sejam apenas!

..dré

Published in: on 16/06/2005 at 13:42  Comments (2)