Excertos de um pedaco de dor…


Terminaste a nossa relação e… por muito que me esforce, não consigo
lembrar-me do mais pequeno traço de tristeza em ti. Estavas
absolutamente segura do que estavas a fazer e isso magoa-me… Senti-me
mais que um obstáculo na tua vida. Senti-me irrelevante… Dentro de
mim algo (orgulho talvez…) não consegue aceitar a forma como me
retiraste da tua vida, como um pedaço de mobília que se manda fora.
Parecias em plena paz para alguém que termina uma relação… Há uma
magoa que permanece em mim em relação a isso e pareço não a conseguir
transformar.

Não sei…. Tenho sentido esta tristeza a aumentar nas ultimas semanas,
e aliada a ela surge sempre a tua imagem. Gostava de apagar algumas
partes da minha vida e saber que tudo estava bem entre n
ós… Não sei,
há bastante confusão dentro de mim, bastante frustração, magoa,
desilusão, um certo desejo de inexistência onde nada disto pudesse ser
sentido.

Sinto vontade de chorar e apenas desejava que alguém pudesse estar aqui
para enxugar essas lágrimas. Queria que estivesses aqui e me pudesses
abraçar, que pudesses conversar comigo um pouco. Quem me dera conseguir
olhar para dentro de ti e saber o que te ia no coração naqueles dias.
Olhar para ti e saber o que vai dentro de ti hoje…

Sinto saudade de nós, sinto uma tristeza, um desejo de refazer o que se
desfez, uma vontade de te abraçar, beijar, dizer que te amo, de te
tratar com um carinho que mais ninguém no mundo seria capaz de juntar,
caminhar ao teu lado com um braço sobre os teus ombros, com a certeza
do sentimento que nos une, a paz de quem sabe que encontrou algo de
eterno.

Não sei, não sei… Ficam aqui estas palavras de desassossego, é o que
sinto neste momento. Paz eterna é o que desejo para todos os seres
deste mundo. Que a encontres igualmente. E eu também…

Um abraço, um beijo, um sorriso e um toque no teu rosto, um afagar de
cabelo, uma vontade de chorar e ser eternamente feliz contigo…

Dré

Published in: on 04/04/2009 at 4:39  Comments (3)  

Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso…

 

Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar

É como morrer de sede no meio do mar e afogar

Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta

Vocês não ouvem o grito da minha revolta

Choro a rir, isto é mais forte do que pensei

Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei

Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta

É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta

As pernas tremem. O tempo passa, sinto cansaço

O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso

O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado

Vagueio sem destino nem sei se estou acordado

O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha

Não sei a alma existe mas sei que alguém feriu a minha

Às vezes penso se algum dia serei feliz

Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz..

 

Mantém-te firme

Quando pensares que não consegues lutar

Que o mundo vai acabar

Ouve a voz dentro de ti

Mantém-te firme

Não te esqueças podes sempre escolher

Ninguém te pode vencer

Usa a força dentro de ti

 

Não há dia que não pergunte a Deus porquê que nasci

Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui

Se dependesse de mim teria ficado onde estava

Onde não pensava, não existia e não chorava

Sou prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo

Às vezes penso que  passo tempo de mais comigo

Olho para os lados não vejo ninguém para me ajudar

Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar

Quem sou eu? Para onde vou? Donde vim?

Alguém me diga porque me sinto assim

Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê

Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê

Estou farto de mim. Farto daquilo que sou, farto daquilo que penso

Mostrem-me a saída deste abismo imenso

Pergunto-me se algum dia serei feliz

Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz…

 

Mantém-te firme…

 

Tento não me ir abaixo, mas não sou de ferro

Quando penso que tudo vai passar parece que mais me enterro

Sinto uma nuvem cinzenta que me acompanha onde estiver

Penso para mim mesmo será que Deus me quer

A vida é uma granda merda e depois a morte

Cada um com a sua sina , cada um com a sua sorte

Não peço muito , não peço mais do que tenho direito

Olho para trás e analiso tudo o que tenho feito

E mesmo quando errei foi a tentar fazer bem

Não sei o que é o ódio, não desejo mal a ninguém

Há-de surgir um raio de luz no meio da porcaria

Porque até um relógio parado está certo duas vezes por dia

Vou aguentando, a esperança é a última a morrer

Neste jogo incerto que o resultado não posso prever

E quando penso em desistir por me sentir infeliz

Oiço uma voz dentro de mim que me diz

 

Mantém-te firme…

 

"Boss Ac – Mantém-te Firme"

 

Published in: on 29/10/2007 at 17:31  Comments (1)  

Lembra-me de nós…

«Já não sei quem és
Já não sei quem és para mim.
Se não for demais, lembra-me de nós.

Já não sei quem és.
Já não sei que faço aqui.
Se não for demais, lembra-me de nós.

Talvez ele [eu?!]  não tivesse dado tudo o que podia.
Talvez ela não tivesse a certeza.
Um dia sem esperar, um olhou o outro ao acordar, despertou e
pensou para si:

Já não sei quem és.
Já não sei que faço aqui.
Se não for demais, lembra-me de nós.

Quiseram os dois que não tivesse sido assim.
Mas assim o escolheram.
Ainda dormentes, no momento, disseram:

Lembra-me dos sítios onde andei, do que passei contigo.
Lembra-me os momentos que guardei – não tenho lembranças.

Lembra-me dos dias em que vivia por ti.
Lembra-me as promessas que te fiz.

Se não for demais, lembra-me de nós…

Já não sei quem és.
Já não sei quem és para mim.
Se não for demais, lembra-me de nós.»

Avé, Margarida Pinto! Falas-me nestes momentos.

E tu, ainda te lembras de nós, ou só eu não esqueci…? Damn blog, it’s getting way too personal…

Published in: on 17/09/2007 at 21:34  Deixe um Comentário  

[strange] moods and interludes – Parte II


I will light the match this morning, so I won’t be alone
Watch as she lies silent, for soon night will be gone
Oh, I will stand arms outstretched, pretend I’m free to roam
Oh, I will make my way, through, one more day in hell…
How much difference does it make?

I will hold the candle ‘till it burns up my arm
Oh, I’ll keep taking punches until their will grows tired
Oh, I will stare the sun down until my eyes go blind
I won’t change direction, and I won’t change my mind
How much difference does it make?

I’ll swallow poison, until I grow immune
I will scream my lungs out ‘till it fills this room
How much difference…?
How much difference does it make?

Pearl Jam – Indifference (Vs., 1993)

Published in: on 08/09/2007 at 18:11  Deixe um Comentário  

[strange] moods and interludes – Parte I

E lá vai ele… ou ela!

Know a man, his face seems pulled and tense
Like he’s riding on a motorbike in the strongest winds
So I approach with tact, suggest that he should relax
But hes always moving much too fast
Said he’ll see me on the flipside
On this trip he’s taken for a ride
He’s been taking too much on …
There he goes with his perfectly unkept clothes
There he goes…

He’s yet to come back, but I see his picture
Doesn’t look the same up on the rack
We go way back

I wonder about his insides
It’s like his thoughts are too big for his size
He’s been taken, where, I dont know?
Off he goes with his perfectly unkept clothes
And there he goes…

And now I rub my eyes, for he has returned!
Seems my preconceptions are what should have been burned
For he still smiles, and he’s still strong
Nothing’s changed, but the surrounding bullshit
That has grown

And now he’s home, and were laughing like we always did
My same old, same old friend
Until a quarter-to-ten

I saw the strain creep in
He seemed distracted and I know just what is gonna happen next
Before his first step, he’s off again

Pearl Jam – Off He Goes (No Code, 1996)
_____

É difícil ver pessoas partirem… Aquelas pessoas.

(Palavras de alguém que vive num interlúdio existencial)

Published in: on 08/09/2007 at 18:06  Deixe um Comentário