Identification with thought


Lets look at identification with thoughts.

First, there is equating what you are with actual thoughts. If so,
which one would you claim as your very being?

The other, more typical,
aspect is identifying as the character or entity being described by the
self-centered thinking. I am good, bad, enlightened, unenlightened,
etc. This is a bit more subtle, but can also be understood with a bit
of looking. These concepts are not about your very being, clearly. They
are about the conceptual image of oneself as represented in thought, in
other words, the "me" entity.

This entity is often assumed to be real
and present and who we are. All the other limiting thoughts are for, by
and about this conceptual self represented in thought. This unthinking
identification with the thoughts is what suffering actually is. When
this is clear, we see that what is driving the whole "mechanism" is the
unquestioned identification with the "me" notion (or "I" thought). As
long as belief and identity flow into the "I" thought as what I am, the
process of suffering, which is identification with self-centered
thoughts, must continue.

But is that thought "I" really me? Can I
equate that concept with my actual being or natural identity? The real
position must be clarified and seen in our direct experience. This
investigation nips the root of the identification at the source once
and for good.

John Wheeler: http://thenaturalstate.org




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Published in: on 21/12/2009 at 23:10  Deixe um Comentário  

Um encontro com uma não-dualista

Encontrei-me com uma senhora que está ligada à tradição espiritual da Não-Dualidade, também conhecida como Advaita. O seu nome é Mary McGovern, é americana, mas vive em Paris. Trocámos alguns e-mails para combinarmos um encontro e para falarmos um pouco das minhas dúvidas espirituais. Em resposta ao meu primeiro contacto, no qual referi o meu interesse na Não-Dualidade e em me encontrar com ela em Paris, ela respondeu:

Se estás interessado na Não-Dualidade, creio teres um exemplo muito claro no John Wheeler. Quero apenas dizer que é claro aqui que não precisas de estar na presença de alguém que partilhe Isto…Nem tens de falar com um "iluminado" (nem existe tal coisa, de qualquer forma). Porque aquilo do qual todos falamos é simplesmente o que tu és. Ninguém te pode "dar" ou "transmitir" nada. Falei com várias pessoas que comunicavam Isto e nada surgiu dessas conversas!

E ainda assim, discussões, encontros, conversas e e-mails parecem acontecer, o que é também maravilhoso. Tudo faz parte da esência do Ser, a ser (no original, "It’s all just the Beingness, Be-ing"). Assim, se te sentires inclinado a visitar alguém que fale sobre Isto, então excelente! Se não, excelente! Quero apenas sublinhar que tal não é necessário. "Eu"e "tu" não somos diferentes. Eu não sei nada que tu não saibas, nem o sabe o John Wheeler ou outra pessoa qualquer. Isso é apenas uma história a surgir Nisto que tu és!

Falar comigo não vai mudar nada – continuas a ser sempre o Ser, independentemente do que "tu" pensas ou de quem to indica a ti. Ainda assim, na história a partilha acontece(!), por isso se calhar estares em Paris, podemos encontrarmo-nos se quiseres (não tenho consultas regulares) ou podemos conversar por e-mail ou telefone. Quero apenas clarificar que nada é necessário, TU és ISSO agora mesmo, sempre. (E é ISSO 😉 ). O que conhece ISTO está para além do "André" ou da "Mary". É Aquilo onde "André" e "Mary" surgem. Esta Vida Vazia (no original, "Empty Aliveness") é tudo o que existe e não existe ninguém que aponte para isto, nem ninguém que compreenda isto… Apenas ISTO, aqui… sempre agora.

Acabámos por nos efectivamente encontrar, por duas vezes, em Paris. É uma mulher adorável, muito simpática, perspicaz e profunda. Deu para sentir – mais do que "perceber" – a essência daquilo para o qual a Não-Dualidade aponta. Estando na presença de alguém que esclareceu a sua verdadeira natureza, e ao contrário do que a Mary referiu no seu e-mail, algo começou de facto a acontecer. Mais subtil do que acontecer; florir ou desabrochar, talvez seja o termo. Um simples reconhecimento do carácter aparente da "realidade", bem como a presença de algo que não é meramente "aparente".

O fruto mais palpável do meu encontro com a Mary foi, na verdade, a certeza que surgiu de que tudo isto ("isto" significando toda a busca espiritual e a "essência" da vida em si…) é bem mais simples do que muitos livros nos fazem parecer, mas ao mesmo tempo mais profundo do que a mente poderá algum dia esboçar ou as palavras ensaiar.

Fica aqui um agradecimento sincero e sentido à Mary, por ter tido a gentileza de me emprestar algum do seu tempo e da sua presença, e pelo seu esforço honesto tentando despir-me de todas as camadas que me foram adicionadas e que parecem ocultar o que, na realidade, está sempre claramente presente.

Dré

Mary McGovern: http://graceisnow.blogspot.com

Published in: on 22/11/2008 at 1:37  Deixe um Comentário  

Conversas com John Wheeler IV


Olá, John.

Apenas para te agradecer de novo pela tua claridade e precisão supremas no apontar em direcção à nossa verdadeira natureza. Ainda estou a ler os teus livros (no livro 3, neste momento) e tudo está a assimilar-se bastante bem. Devagar, mas bem. Assimilar-se onde e em quem? Bem, sabes qual é a resposta.

Isto é apenas um e-mail de agradecimento. Não precisas de responder, a sério. Deves ter dezenas de e-mails aos quais responder.

Obrigado.

André


Olá, André.

Obrigado pela nota. Não há muito a dizer! Antes do aparecimento do próximo pensamento, tu já és o que és. É apenas uma questão de abandonar todos os conceitos e ter uma noção clara do que, naturalmente, está já presente. Isso não requer muito tempo ou esforço para se revelar, porque está a brilhar à vista desarmada.

Se existirem quaisquer dúvidas ou questões, elas podem ser geridas ao vê-las como conceitos presentemente a surgir na presença sempre clara que tu és. Todas elas estão enraizadas na noção de se ser um indivíduo separado da realidade mais profunda. Um pouco de observação demonstra que esta suposição básica é falsa, na medida em que não existe realmente nenhum ser limitado presente sob observação directa. Isto desactiva a base da crença na suposição base que conduz toda a busca, sofrimento e dúvida. És apenas tu, como isto, o ser/saber puro que sempre foste e nunca abandonaste.

Tudo o que surge é apenas uma exposição ou manifestação deste princípio básico, a tua própria presença consciente. Até a própria consciência comum é uma aparência no que tu és. Então, tu és aquilo que buscavas e tudo o que aparece é apenas isso também. Assim sendo – não-dualidade. A neblina de confusão dissipa-se perante o sol do claro auto-conhecimento. Tudo está bem. Não existe mais nada de errado.

John Wheeler

Published in: on 21/11/2008 at 14:58  Deixe um Comentário  

Conversas com John Wheeler III


No teu quarto livro (You Were Never Born) dizes, "Leva a atenção para fora da mente", e também, "Instala-te no reconhecimento da tua verdadeira natureza… Dispõe-te a estar com essa subtileza. Encontrarás imensa profundidade nela".

O que é que isso significa? Deverei eu focar-me na presença-consciência em vez de na aparência? Tudo isto soa imensamente dualista, mas não é fácil escapar a ela na linguagem. Isto começa a assemelhar-se a uma técnica, a algo que devo fazer… Sei perfeitamente que a consciência está sempre lá, caso contrário, nada mais estaria – pelo menos para mim! Mas eu tendo a distrair-me profundamente com a aparência. Deverei voltar a focar-me na presença-consciência e "assumir o meu posto" aí, como tu dizes? Algo como estar consciente da consciência, apesar de dizeres que tal não é possível.

Isto colocar-me-á numa posição onde estarei atento e desatento, por vezes consciente do espaço onde as coisas surgem e desaparecem e, por vezes, completamente emaranhado naquilo que surge e desaparece. Isto parece estar a anos-luz do "reconhecimento directo não-conceptual" da minha verdadeira natureza. O que é que achas?

André

Tu já estás despachado dessas questões espirituais. Não voltes à mente em busca de mais coisas para fazer, etc. Tu dizes, "Deverei eu focar-me na presença-consciência em vez de na aparência?" De que ‘eu’ é que estás a falar? A consciência é, tu és isso. Ponto final. A espiritualidade termina nesse ponto final. Todas as questões que levantas surgem ao abandonares esse ponto final e regressares aos conceitos. Deixa-os em paz. Tu és aquilo que procuras. A própria espiritualidade pressupõe um ego que se envolva nela. Quando tu és a realidade, porque procuras técnicas!? Tu és a realidade suprema. Descarta-te apenas de todo o interesse nos conceitos e sê o que tu já és!

John Wheeler


Published in: on 21/11/2008 at 13:56  Deixe um Comentário  

O “eu” e as aparências

 
     Pensamentos, sentimentos e experiências continuarão a rodopiar através da consciência enquanto houver um corpo presente e intacto. Da perspectiva da consciência não-conceptual (a tua natureza inata), a manifestação das aparências é inconsequente, tal como o céu mantém-se imperturbado pelas nuvens que passam por ele. As nuvens não conseguem aparecer sem o céu, nem conseguem colar-se a ele ou alterá-lo de alguma forma.
     Os pensamentos e sentimentos são inteiramente não pessoais. Habitualmente, a mente associa as aparências a um "eu", a uma pessoa que está presente para as possuir. Esta é a aparente prisão, que consiste em reportar as coisas a um "eu" separado. Mas na busca por este "eu", tu vês que não existe de todo semelhante presença. Então, existem apenas pensamentos, não os "meus" pensamentos; apenas sentimentos, não os "meus" sentimentos. É apenas o "eu" que sofre; mas isso apenas ocorre enquanto se assume o "eu" como estando presente.
     Sob observação, onde está esta entidade? Está em parte nenhuma. Nunca esteve presente, excepto como uma assunção. Não existe nenhum ser presente para sofrer as identificações e os problemas que a mente impingiu nesta entidade imaginária. Tudo o que existe é a consciência-presença radiante que ilumina todas as aparências e possibilidades. Essas aparências são somente expressões da consciência-presença una, não-conceptual, sempre fresca. Apenas isto existe, nada mais.
     Deixa os pensamentos e aparências surgir ou não surgir. Não faz nenhuma diferença para a tua verdadeira natureza. Aparências são apenas aparências da tua presença, tal como as nuvens são realmente manifestações do próprio céu. Nesta visão, tudo regressa ao uno. Esse uno dissolve-se em ti próprio, e tudo está completo. Nada poderá alguma vez abalar o que tu és inatamente. Isso é vazio e ausência puras, as quais estão sempre presentes e plenas com a luz do conhecimento não-conceptual que está para além da mente.
 
John Wheeler
 
 
Published in: on 15/08/2008 at 20:00  Deixe um Comentário  

Conversa com John Wheeler II

 
     Olá, John. Acho que é melhor falar pessoalmente, mas há uma questão que me está a dar algum trabalho. Tu dizes no "You Were Never Born*", Olha para os teus pensamentos agora mesmo. Há um ‘Eu’ a criá-los? Ou eles simplesmente surgem espontaneamente?
     A minha resposta seria, "Sim, há um ‘Eu’ a criá-los". Eu estou a escrever este e-mail de uma forma algo organizada, porque "eu" estou lá a organizar os pensamentos que quero partilhar contigo. Eu não começo, de repente, a falar do tempo ou dos Jogos Olímpicos aqui, porque "eu" sei que isso não faz sentido. Esta sensação de que eu controlo uma boa parte dos meus pensamentos (ainda que não todos) está realmente a alimentar a noção de um "eu" separado. Porque quem é que está a alinhavar todas estas palavras? A consciência pura observa isso, mas alguém está a tomar as decisões, a fazer as escolhas…
     O mesmo acontece com a vida em geral. Tu dizes que não há ninguém a escolher ou decidir, mas eu posso decidir ir ter contigo em Novembro deste ano ou en Janeiro do próximo, por exemplo. Ou se vou jantar sopa ou arroz com vegetais. Quem é que raio é que está a decidir isto? Não parece de todo aleatório ou espontâneo…

André

 
     As decisões estão a acontecer, claro, tal como os pensamentos estão a surgir. Tudo isso está bem. Ver acontece; pensar acontece. Então a mente diz, "eu" estou a ver/pensar. Mas esse "eu" é apenas um conceito colado depois do facto. Esse conceito não consegue ver o que quer que seja. A consciência está a ver, a pensar, a sentir, etc. A noção de que alguém executa essas coisas é na verdade falsa, porque tu, de facto, não sabes qual será o próximo pensamento ou como qualquer acontecimento se vai desenrolar.
     Além disso, "tu" não estás definitivamente a criar os pensamentos. Mas isto não é realmente assim tão importante, e parece que está apenas a provocar pensamentos desnecessários. Eu sugiro largares toda a conceptualização! Tu és. Descobre isso. Isso é tudo o que interessa. Os pensamentos vêm e vão. Eles não são a essência onde resides. Então o que é que tu és? Tu não podes negar o teu ser. Se os indicadores contribuem para este ponto essencial, tudo bem. Se eles acabam por provocar mais pensamentos, larga-os. Todos os indicadores são falsos e imperfeitos. Eles são apenas encorajamentos para conheceres a tua verdadeira natureza. Larga tudo o resto e estabelece-te nisso.
     Se for possível, encontra alguém com quem falar pessoalmente. Não existe uma instrução em massa. Cada caso é diferente. Não interpretes nada dito nos livros como verdade absoluta.

John Wheeler

* http://www.thenaturalstate.org/books.html

John Wheeler: http://www.thenaturalstate.org

 

Published in: on 15/08/2008 at 18:46  Deixe um Comentário  

Conversas com John Wheeler I

 
     Caro John, estava a analisar a existência de um "eu" separado. Compreendo que não sou o corpo, nem a mente. Depois desses, o mais real que obtenho é aquela noção profunda de existência, aquele "Eu sou", e isso não consegui refutar. Mas não consegui perceber por que razão esse "Eu sou" não é individual, nem se é eterno ou mortal. Podes explicar isto um pouco?

André

 
    Obrigado por entrares em contacto. É um ponto interessante esse que levantas. Lembra-te que os pensamentos "individual", "eterno", "mortal", etc., são noções que aparecem na inegável sensação do "Eu sou". Para fins de discussão, vamos assumir esta sensação de "Eu sou" como sendo o que tu és (no final, verás que mesmo esta "sensação" não é o teu ser essencial). Quaisquer noções claramente não são o que tu és. Elas apenas aparecem ao nível mental como pensamentos, que surgem e desaparecem NO que tu és. Nota que a tua presença não é um conceito, mas espaço onde os conceitos aparecem. O "truque" com isto é ver a diferença entre um conceito e a tua própria presença.
     O auto-conhecimento tem a ver com o reconhecimento não-conceptual da tua própria natureza, não com uma conceptualização. Repara na diferença entre reconhecer o que tu és e o pensar sobre questões filosóficas. Uma leva de volta à tua presença não-conceptual, a qual não é especulativa; a outra leva-te de volta para a mente, na qual estás a lidar com conceitos, suposições, dúvidas, etc. Tendo em conta os fins para os quais aponto, quaisquer perguntas ou respostas que se foquem numa análise dos conceitos de "individual", "eterno", "mortal", etc., vão apenas ter o efeito de enfatizar a mente e levar à dúvida, em vez de um claro reconhecimento daquilo que tu efectivamente és. Por isso, eu aconselharia a não entrar nesse beco sem saída e deixá-lo para os filósofos.
     Pára por momentos a categorização e análise da mente e olha directamente para aquilo que tu és. Tu não podes negar-te. O teu ser é um facto, não um conceito. Então sabemos que estamos a lidar com algo real, não especulativo. O fruto está aí pronto a ser colhido, por assim dizer. Conhece este ser inegável que tu és. Isso é não-conceptual, experiência directa. Os indicadores de "não-pessoa", "eterno", etc, são apenas indicadores para nos encorajar a olhar para isto, não como uma razão para saltar de novo para a mente!
     Na verdade, pessoa/não-pessoa, eterno/mortal, etc., são tudo conceitos puramente limitados e não são efectivamente aplicáveis ao que tu és. Despe-te dos rótulos e vê o que tu és. Estando isso claro, podes usar quaisquer rótulos para apontar para isso, sabendo na perfeição que todos eles são limitados. Esses são os limites dos conceitos, quando a lidar com a tua natureza não-conceptual.

John Wheeler

 
 

Published in: on 15/08/2008 at 17:27  Deixe um Comentário  

Essential aspects of Zen training

 

Zazen is not a matter of intellection; it must be rooted in the physical sense of inner liberation that is most easily experienced through sitting. This sense of liberation is not in itself enough, however. It is also necessary to attain an inner state open to the essential nature of things. If liberation was all that mattered, it would be enough to drug ourselves to sleep, but this would hardly resolve the problem of how to act in our everyday lives from a stable inner essence, regardless of how turbulent or dangerous the outer circumstances are. It is here that the importance of sitting emerges, for it is through sitting that we are most easily able to stabilize ourselves in this inner essence.

There are three central aspects of zazen: the aspect of body, the aspect of breathing, and the aspect of mind.

The bodily aspect concerns the physical posture of zazen. In meditation, the aspect of mind is in many ways central, but the body-mind relation is such that unless attention is paid to the details of proper posture, it is extremely difficult to achieve anything on the mental level of true zazen. Sitting for even a thousand of years with a slack posture will leave you just as confused and deluded as ever.

The body may be considered in terms of the section above the waist and the section below the waist, and both have their respective roles to play in the overall balance of zazen. The upper portion must be light and relaxed, while the lower portion must be firm, taut, and settled. We might compare the physical form of zazen to that of a pyramid, broad and stable at the base and gradually tapering toward the top, until it reaches a single point.

(…)

One’s inner, mental environment is also important. You must make a conscious decision to practice, vowing from deep within to bring your body into balance, to harmonize your breathing, and to clarify your mind. Merely crossing your legs and sitting vacantly on a cushion is not enough. Unless you express your commitment in the form of conscious, directed effort, you will never be capable of genuine zazen.

It is very important also to keep your eyes open during meditation. Sitting with closed eyes may seem a good way to cut off distractions and achieve a state of inner silence, but doing so usually encourages drowsiness and extraneous thoughts. Even if you succeed in reaching a tranquil state of mind, this is nothing but hothouse Zen, of little use to you amid the challenges of everyday life. Furthermore, the senses, particularly sight and hearing, provide the most basic link between the outside world and the activities of the mind. Unless we learn to integrate such sensory input with our zazen, our training will be of little practical use.

Let us now move on to the matter of aligning the breath. Settled, well-regulated breathing is basic to Zen practice and is vital to the realization of the inner essence of zazen. When the breath is disturbed, it is impossible to observe things accurately and make appropriate judgements. Moreover, shortness of breath often leads to shortness of temper – one loses one’s sense of perspective and reacts solely on the basis of the immediate circumstances. You become overly affect by what people say and are easily swayed by the events around you, leading to further disturbance and delusion. All of this signals that your breathing is not in order. Regulating the respiration means maintaining your breath in a relaxed and unobstructed flow regardless of the situation you find yourself in.

Once this tanden breathing is mastered, you can maintain the zazen state of mind whether you stand or sit, work or talk – in the words of Yoka Gengaku’s Song of Enlightenment, «Walking is Zen, sitting too is Zen; speaking or silent, moving or still, the essence is undisturbed». This is not easy at first, of course, and we soon become scattered as we go about the activities and interaction of daily life, but as tanden breathing matures, you will notice how your inner state remains the same in all conditions, even during sleep. This is because in tanden breathing, the body and the respiration have come into a state of oneness; it is not something performed through willpower, but something that the body does quit naturally. For the same reason, the body is always relaxed during this type of respiration – it is only when the conscious mind tries to influence the breath that tension and stiffness set in.

(…)

Focus on each individual breath, one after another, centering your consciousness in your tanden and filling it with energy. Breathe each breath totally, then forget it and move on to the next. Superficial concentration is useless – you must fell that the respiration is piercing through the ground to the very ends of the universe. Let no gaps appear between your concentration on one breath and the next. Continue like this, one focused breath cutting off all thought of the one before, cutting and cutting and cutting until there is no room for random ideas, no room for concepts of self, no room for inner noise. Your body, your zendo, the entire universe are all contained in this total focus on the breath, in this utter singleness of mind. There remains nothing to hold on to, nothing to depend upon.

This condition is known as samadhi of susokkan, where only the breathing and the counting remain; one has become the breathing; the mind is occupied with nothing else. In this state of true emptiness you feel completely refreshed, full of energy, and taut, yet fresh and lucid. This is the state of the first «wonderful gate» of susokkan, that of su.

In this way, follow the coming in and going out of your breath from morning until night. Count and count and keep on counting the breaths whether you are doing zazen or not; count whether you are standing or sitting, whether you are asleep or awake. As you continue, the inhalations and exhalations become completely natural, and finally you enter a clear, open state of perfect unity between mind and respiration, where it is no longer necessary to count to help focus your attention. This stage, in which the awareness and the breathing are one, with no need for numbers, is that of zui, «following».

Then, at a certain point, all awareness disappears. This is the stage of shi, «stopping». When this will happen cannot be predicted – it must occur naturally; it cannot be produced or forced. Some time after this «stopping» takes place you come back once again to awareness. This is kan, «to see». Again, you cannot deliberately generate this state, it must happen of itself. Following this is gen, where you forget yourself completely, and finally jo, a state of mind that is bright, clear, and transparent. In all of these stages – the natural path to samadhi – it is vitally important that one not attempt to force things but simply allow the process to unfold on its own.

Although six stages may be identified in the practice of susokkan, it is the first two – counting and following – that are most important. Once these are experienced the rest will follow of themselves. Do not get caught up in analysing your progress or attempting to determine which of the six stages have been attained – just stay with the breathing. You must become the breathing. This is the most important point. The nature of the respiration varies, of course, sometimes becoming deeper and sometimes becoming shallower depending on whether you are working, reciting sutras, or sitting zazen, but press on until you can no longer tell whether it is you who is breathing or the breathing that is breathing itself.

This state must be deepened to the point that all connection with the outside world is cut off and nothing whatsoever touches or enters your awareness. This does not mean, however, that the senses are shut down. Externally, the correct way to cut off connections is to collect the mind into a single point and maintain this state of absolute attention and clear awareness. Internally, it is to avoid holding on to anything at all. Do not get caught by thoughts or fantasies – just let the breath flow in and out while staying with susokkan or your koan. Allow the images that arise to come and go as they will – like pictures passing on a screen – but keep your awareness focused on the breath, allowing nothing to linger in your mind, until you and your breath become one.

Breathing never stops – it is with you all the time. You need only remain attentive to its flow. Even if thoughts arise, even if stimuli press in from the outside, just push on without pause, allowing no breaks in your awareness. Put everything into the process and move relentlessly ahead. No matter what comes along, do not let it become an obstacle. If you lack the courage to advance in one continuous line, you should not begin in the first place. To do zazen and susokkan just because you think you ought to will never lead to a true understanding of the mind. If you want to touch the True Mind that connects each and every one of us, you must be willing to push beyond any problems that arise.

Bodhidharma likened such perseverance to the stability of a wall: «Cutting away all connections to external things, letting go of all concerns within, when our mind is like a firm, tall wall we are at one with the Way». But the idea is not to be hard and stiff. Whether sitting, standing, or engaged in the activities of everyday life, just maintain your awareness of the breath. If you proceed in this way, the noisy, bothersome thoughts that fill the mind will eventually quiet down, and all the ideas you once thought necessary will fade away. With all the stimulation in today’s world, this does not happen easily, but if you continue with a straightforward effort you will eventually realize a state of mind that is full and replete, a state of mind so still and clear that, like the depths of the ocean, neither wind nor wave can touch it.

Koan work and susokkan are not about attaining a quietistic state; they must become your total life energy, engaged in with the entire body and the inner eye fully open. (…) Zazen must involve every bit of your mind and every bit of your being, all «three hundred and sixty bones and joints and eighty-four thousand hair follicles». In the face of such total awareness, random thoughts and fantasies soon vanish. In true zazen, not so much as a speck must remain of dualistic notions of self. Our existence fills the universe, and it is that existence that speaks words, that moves the body, that carries on the activities of everyday life. It is only when we realize this inner essence that koan work has any meaning. Zazen is not a trance – the eyes are fully open, the mind is fully open, the inner and outer worlds are one. It doesn’t matter if you are sitting in the zendo, walking or cleaning the grounds; the essence is the same.

In this way align your mind so that absolutely nothing superfluous remains. This is the state called «no-mind», the nature of which is impossible to explain; thus we describe it as «a fully aligned mind».The spirit should always be clear, vast and luminous. (…) When filled with thoughts, the mind tends toward anxiety and dejection; when free of them, it becomes naturally fresh and relaxed; our facial expression clears, and our lives are filled with light. From this is born the true way of being and living.

 
Retirado do livro: The Path to Bodhidharma de Shodo Harada Roshi
 

Published in: on 13/09/2006 at 18:41  Deixe um Comentário  

What is Zen?

THE BASICS OF ZEN MEDITATION

«We are what we think. All that we are arises with our thoughts. With our thoughts we make the world.» (from the Dhammapada, translated by Thomas Byrom)

Part 1. Introduction to Zen

Zen is a meditative practice that developed in India and China (where it is known as Chan) as part of the 2,500 year old tradition established by Siddhattha Gotama. He came to be known as the "Buddha", which simply means "awakened". He lived and died as a human, not as a god to be worshipped. Chan spread from China to Korea (as Son), Japan (as Zen) and Vietnam (as Thien). In the last 40 years or so it has taken root in many other countries.

While the Zen school accords with traditional Buddhist teachings in every way, it has a radical directness that challenges traditional spiritual orthodoxy. Zen is a practice of transforming our mental processes by honouring the present. It is at home in the acts of changing a baby’s nappy, a staff meeting at work, stuck in traffic, or chopping vegetables for dinner, as it is in sitting on a remote mountain top.

Why meditate?

Meditation can, it seems, bring both physical and mental benefits to those who practise it regularly. These benefits, according to medical studies, range from improvements in concentration and reasoning power to improved immune system activity, and relief from conditions such as insomnia and blood pressure. Nevertheless, Zen practitioners still develop and suffer and die from serious illnesses. Meditation is not a means of attaining physical immortality or exempting oneself from the laws of nature.

The main reason why Zen practitioners meditate, however, is to see things as they are, and this includes ourselves. We are largely unaware of the link between our usual pattern of mental activity and the suffering that this causes to ourselves and others.

Consistent observation of the mind, during meditation and through the day, reveals that much of our time is spent grasping after certain things and circumstances, and rejecting others. We see that we spend a large amount of time and energy recycling past pleasures and grievances, or dwelling on how things could or should be better in "the future", comparing things and people constantly and putting them into dualistic categories such as good and bad, desirable and undesirable, right and wrong, guilty and innocent, friend and enemy, and so on.

As we meditate, we begin to see more clearly our many prejudices and sticking points, and this leads us to try to refine our characters. Simple, honest non-verbal observation of our mental and emotional processes does produce a change in the way we approach situations and people that we meet. The eventual result is an approach to life that reflects attitudes of not rejecting or grasping, not twisting the truth, refraining from excessive satisfaction of appetites and not indulging in self-deception. This outlook manifests both on a personal level and on a larger societal level, and comes from insight rather than an exercise of will. Thus we become less inclined, for example, to steal from those around us, as well as from the natural environment. We are less inclined to escape from life through chemical or other drugs, or by turning a blind eye to the needs of others or to the ecological effects of our lives.

Continued practice of awareness over many years can bring experiences of deep insight which change our view of ourselves to the point that we can see that the self to which we have been dearly attached for our whole lives is nothing more than a self-made mirage. It is like peeling a banana tree. Layer after layer of mistaken thoughts are removed until not only do you not see a disguised and pretending self, but also you do not see even a naked self. You aim to discover your self, but end up discovering that there is nothing to discover.

In more concrete terms, practising meditation gradually reduces your wandering thoughts until you experience the state of "no-mind". Then you will naturally realise that your life in the past was built on an accumulation of perplexed and mistaken notions that are not your true self. Your true self is one that is inalienable from all others. The objective existence of all events is all the various parts of the subjective existence of yourself. So you don’t have to seek for anything or to despise anything. That which is before you at each moment is what you have been looking for, and you can’t and don’t have to add anything to it for it to be perfect. Having reached this stage, the meditator becomes full of warm compassion towards all human and other beings. His or her character is radiant, open, as bright as the spring sunshine. Although externally emotions may appear for the sake of helping others, internally

the meditator’s mind is constantly clear and calm like water in an autumn lake. Such a person can be called enlightened.

It is an essential teaching of Zen that the door of insight is open to all, male and female, old and young, wise and dull, strong and weak, people of all professions and trades and backgrounds, and of any religion and belief.

These words are however only a discussion of Zen, not Zen itself. Zen meditation requires your own determination and persistence to learn and to practise. Talking about Zen, without actually doing it, just adds confusing and useless knowledge to our already confused minds. Eating a picture of food won’t do you any good.

Para ler o resto: http://openway.org.au/pdf/introzen.pdf

Published in: on 13/09/2006 at 18:36  Deixe um Comentário  

Catorze Práticas da Plena Consciência

 
1. Não idolatrar nenhuma doutrina, teoria, seja ela qual for, incluindo o budismo. Os sistemas de pensamento budistas devem ser considerados como guias para a prática e não como a verdade absoluta.

2. Não pensar que se possui um saber imutável ou a verdade absoluta. Há que evitar a estreiteza da mente e o apego aos pontos de vista pessoais. Aprender a praticar a via do não apego de maneira a permanecer aberto aos pontos de vista dos outros. A verdade só pode ser encontrada na vida e não nos conceitos. Há que estar disponível para continuar a aprender ao longo de toda a vida e a observar a vida em si mesmo e no mundo.

3. Não forçar os outros, incluindo as crianças, a adoptar os nossos pontos de vista seja por que meios forem: autoridade, ameaça, dinheiro, propaganda ou educação. Respeitar as diferenças entre os seres humanos e a liberdade de opinião de cada qual. Saber, no entanto, utilizar o diálogo para ajudar a renunciar ao fanatismo e à estreiteza do espírito.

4. Não evitar o contacto com o sofrimento nem fechar os olhos diante dele. Não perder a plena consciência sobre a existência do sofrimento no mundo. Encontrar meios de aproximação para com os que sofrem, seja mediante contactos pessoais, visitas, imagens, sons. Despertar e despertar os outros para a realidade do sofrimento no mundo.

5. Não acumular dinheiro nem bens quando milhões de seres sofrem de fome. Não converter a glória, o proveito, a riqueza ou os prazeres sensuais na finalidade da vida. Viver simplesmente e compartir o tempo, a energia e os recursos pessoais com os que necessitam.

6. Não conservar a cólera ou o ódio. Aprender a examinar e a transformar a cólera e o ódio quando ainda não são mais que sementes nas profundidades da consciência. Ao manifestar-se a cólera e o ódio, devemos focar a atenção na respiração e observar de modo penetrante a fim de ver e compreender a natureza desta cólera ou ódio, assim como a natureza das pessoas que se supõe serem a sua causa. Aprender a ver os seres com os olhos da compaixão.

7. Não se perder, deixando-se levar pela dispersão ou pelas circunstâncias envolventes. Praticar a respiração consciente e focar a atenção no que está a acontecer neste instante presente. Entrar em contacto com aquilo que é maravilhoso, pleno de vigor e de frescura. Semear em si mesmo sementes de paz, de alegria e de compreensão de maneira a favorecer o processo de transformação nas profundidades da consciência.

8. Não pronunciar palavras que possam semear a discórdia e provocar a ruptura da comunidade. Mediante palavras serenas e de actos apaziguadores, fazer todos os esforços possíveis para reconciliar e resolver todos os conflitos, por pequenos que sejam.

9. Não dizer falsidades para preservar o interesse próprio ou para impressionar os outros. Não proferir palavras que semeiem a divisão e o ódio. Não difundir notícias sem ter a certeza de que são seguras. Falar sempre com honestidade e de maneira construtiva. Ter a coragem de dizer a verdade sobre as situações injustas mesmo que a nossa própria segurança fique ameaçada.

10. Não utilizar a comunidade religiosa para o interesse pessoal nem a transformar em partido político. A comunidade em que vivemos deve, contudo, tomar uma posição clara contra a opressão e a injustiça e esforçar-se por mudar a situação sem se envolver em conflitos partidários.

11. Não exercer profissões que possam causar dano aos seres humanos ou à natureza. Não investir em companhias que explorem os seres humanos. Eleger uma ocupação que ajude a realizar o ideal próprio de vida com compaixão.

12. Não matar. Não deixar que outros matem. Utilizar todos os meios possíveis para proteger a vida e prevenir a guerra. Trabalhar para o estabelecimento da paz.

13. Não querer possuir nada que pertença a outrem. Respeitar os bens dos outros, mas impedir qualquer tentativa de enriquecimento à custa do sofrimento de outros seres vivos.

14. Não maltratar o corpo. Aprender a respeitá-lo. Não o considerar unicamente como um instrumento. Preservar as energias vitais (sexual, respiração e sistema nervoso) através da prática da Via. A expressão sexual não se justifica sem verdadeiro amor e sem compromisso. Em relação às relações sexuais, tomar consciência do sofrimento que podem causar no futuro a outras pessoas. Para assegurar a felicidade dos outros há que respeitar os seus direitos e compromissos. Estar plenamente consciente das suas próprias responsabilidades na hora de trazer ao mundo novos seres. Meditar sobre o mundo a que trazemos estes seres.

Mestre Thich Nhat Hanh

(Tradução da versão espanhola praticada em Jiko-An – Centro Zen em Sierra Nevada, Espanha)

Retirado de: http://uniaobudistaporto.org/texto_catorzepraticas.htm

Published in: on 06/09/2006 at 8:00  Deixe um Comentário  

O Ponto de Quietude

 
do livro The Zen of Creativity de John Daido Loori

Qualquer criatura à face da terra parece saber como estar quieta e tranquila. Uma borboleta numa folha, um gato em frente de uma lareira. Mas os humanos estão constantemente em movimento. Parece que perdemos a habilidade de estarmos quietos, de simplesmente estarmos presentes na quietude que é a base da nossa existência.

O ponto de quietude está no coração do processo criativo. No Zen, acedemos a esse ponto através do Zazen. O ponto de quietude é como o olho de um furacão. Quieto, calmo, mesmo no meio do caos. Não é, como muitos acreditam, um vazio em que nos retiramos, fechando-nos ao mundo. Estar quieto significa esvaziarmo-nos do fluxo incessante de pensamentos e criar um estado de consciência aberto e receptivo. A quietude é muito natural e descomplicada. Não é de nenhuma forma esotérica. Contudo é incrivelmente profunda.


No Zazen praticamos largar mão dos pensamentos e do diálogo interno, trazendo a mente de volta à respiração. A respiração torna-se mais fácil e profunda, e a mente repousa naturalmente. A mente é como a superfície de um lago. Quando o vento sopra, a superfície é agitada. Então há ondas e a imagem do sol ou da lua é quebrada. Quando o vento se acalma, a superfície fica como vidro. A mente tranquila é como um espelho. Não processa, apenas reflecte. Quando há uma flor em frente, reflecte a flor. Quando a flor desaparece, a reflexão desaparece. A mente volta à superfície tranquila original. Uma mente quieta está desobstruída. Não se segura ou se agarra a nada. É livre a todo o momento, independentemente das circunstâncias.

O ponto de quietude permite-nos não sermos consumidos pela loucura que nos rodeia, não apenas em situações extremas, mas na nossa vida do dia-a-dia. Tanto da nossa cultura actual leva à agitação e, frequentemente, deixamo-nos levar por esse frenesim. Todos somos condicionados, do momento em que nascemos até ao momento em que morremos. Somos condicionados pelos nossos pais, professores, nação e cultura. Vivemos grande parte das nossas vidas como se não tivéssemos mais potencial do que o cão de Pavlov. Quando alguém toca uma sineta, ficamos todos excitados. Damos por nós contrafeitos a viver o guião que os outros escreveram para nós. Ou reagimos compulsivamente e repetidamente contra isso, ainda assim escravos do guião, mas de outra forma. Há uma alternativa, dada pelo ponto de quietude – a de realizar a nossa liberdade não condicionada.

 
(…)
 
 

Published in: on 04/09/2006 at 18:40  Deixe um Comentário  

Interview with Eckhart Tolle

 

For two years, a small man sits quietly on a park bench. People walk by, lost in their thoughts. One day someone asks him a question. In the weeks that follow there are more people and more questions. Word spreads that the man is a "mystic," and has discovered something that brings peace and meaning into our lives. It sounds like fiction, but today that man, Eckhart Tolle, is known worldwide for his teachings on spiritual enlightenment through the power of the present moment. His first book, The Power of Now, is an international bestseller, and has been translated into 17 languages. More than 20 years have passed since Eckhart Tolle answered his first question on that park bench. While his audience has grown, his message remains the same: that it is possible to stop struggling in your life, and find joy and fulfilment in this moment, and no other.

Sounds True: Can you describe to us your own experience of spiritual awakening (and of course, can you define spiritual awakening as well)? Was there a singular event that occurred or has it been a gradual process?

Eckhart Tolle: Since ancient times the term awakening has been used as a kind of metaphor that points to the transformation of human consciousness. There are parables in the New Testament that speak of the importance of being awake, of not falling back to sleep. The word Buddha comes from the Sanskrit word Budh, meaning, "to be awake." So Buddha is not a name and ultimately not a person, but a state of consciousness. All this implies that humans are potentially capable of living in a state of consciousness compared to which normal wakefulness is like sleeping or dreaming. This is why some spiritual teachings use terms like "shared hallucination" or "universal hypnotism" to describe normal human existence. Pick up any history book, and I suggest you begin with studying the 20th century, and you will find that a large part of the history of our species has all the characteristics we would normally associate with a nightmare or an insane hallucination.

The nature of spiritual awakening is frequently misunderstood. The adoption of spiritual beliefs, seeing visions of God or celestial beings, the ability to channel, to heal, to foretell the future, or other paranormal powers – all such phenomena are of value and are not to be dismissed, but none of them is in itself indicative of spiritual awakening in a person who experiences them. They may occur in a person who has not awakened spiritually and they may or may not accompany the awakened state.

Every morning we awaken from sleep and from our dreams and enter the state we call wakefulness. A continuous stream of thoughts, most of them repetitive, characterizes the normal wakeful state. So what is it that we awaken from when spiritual awakening occurs? We awaken from identification with our thoughts. Everybody who is not awake spiritually is totally identified with and run by their thinking mind – the incessant voice in the head. Thinking is compulsive: you can’t stop, or so it seems. It is also addictive: you don’t even want to stop, at least not until the suffering generated by the continuous mental noise becomes unbearable. In the unawakened state you don’t use thought, but thought uses you. You are, one could almost say, possessed by thought, which is the collective conditioning of the human mind that goes back many thousands of years. You don’t see anything as it is, but distorted and reduced by mental labels, concepts, judgments, opinions and reactive patterns. Your sense of identity, of self, is reduced to a story you keep telling yourself in your head. "Me and my story": this is what your life is reduced to in the unawakened state. And when your life is thus reduced, you can never be happy for long, because you are not yourself.

Does that mean you don’t think anymore when you awaken spiritually? No, of course not. In fact, you can use thought much more effectively than before, but you realize there is a depth to your Being, a vibrantly alive stillness that is much vaster than thought. It is consciousness itself, of which the thinking mind is only a tiny aspect. For many people, the first indication of a spiritual awakening is that they suddenly become aware of their thoughts. They become a witness to their thoughts, so to speak. They are not completely identified with their mind anymore and so they begin to sense that there is a depth to them that they had never known before.

For most people, spiritual awakening is a gradual process. Rarely does it happen all at once. When it does, though, it is usually brought about by intense suffering. That was certainly true in my case. For years my life alternated between depression and acute anxiety. One night I woke up in a state of dread and intense fear, more intense than I had ever experienced before. Life seemed meaningless, barren, hostile. It became so unbearable that suddenly the thought came into my mind, "I cannot live with myself any longer." The thought kept repeating itself several times. Suddenly, I stepped back from the thought, and looked at it, as it were, and I became aware of the strangeness of that thought: "If I cannot live with myself, there must be two of me – the I and the self that I cannot live with." And the question arose, "Who is the ‘I’ and who is the self that I cannot live with?" There was no answer to that question, and all thinking stopped. For a moment, there was complete inner silence. Suddenly I felt myself drawn into a whirlpool or a vortex of energy. I was gripped by an intense fear, and my body started to shake. I heard the words, "Resist nothing," as if spoken inside my chest. I could feel myself being sucked into a void. Suddenly, all fear disappeared, and I let myself fall into that void. I have no recollection of what happened after that.

The next morning I awoke as if I had just been born into this world. Everything seemed fresh and pristine and intensely alive. A vibrant stillness filled my entire being. As I walked around the city that day, the world looked as if it had just come into existence, completely devoid of the past. I was in a state of amazement at the peace I felt within and the beauty I saw without, even in the midst of the traffic. I was no longer labelling and interpreting my sense perceptions – an almost complete absence of mental commentary. To this day, I perceive and interact with the world in this way: through stillness, not through mental noise. The peace that I felt that day, more than 20 years ago, has never left me, although it has varying degrees of intensity.

At the time, I had no conceptual framework to help me understand what had happened to me. Years later, I realized that the acute suffering I felt that night must have forced my consciousness to withdraw from identification with the unhappy self, the suffering "little me," which is ultimately a fiction of the mind. This withdrawal must have been so complete that the suffering self collapsed as if the plug had been pulled out of an inflatable toy. What was left was my true nature as the ever present "I AM": consciousness in its pure state prior to identification with form. You may also call it pure awareness or presence.

ST: In your own life story there seems to have been a relationship between intense personal suffering and a breakthrough spiritual experience. Do you believe that for all people there is some connection between personal suffering and the intensity that is needed for a spiritual breakthrough?

ET: Yes, that seems to be true in most cases. When you are trapped in a nightmare, your motivation to awaken will be so much greater than that of someone caught up in a relatively pleasant dream. On all levels, evolution occurs in response to a crisis situation, not infrequently a life-threatening one, when the old structures, inner or outer, are breaking down or are not working anymore. On a personal level, this often means the experience of loss of one kind or another: the death of a loved one, the end of a close relationship, loss of possessions, your home, status, or a breakdown of the external structures of your life that provided a sense of security. For many people, illness – loss of health – represents the crisis situation that triggers an awakening. With serious illness comes awareness of your own mortality, the greatest loss of all.

For many people alive at this time, loss is experienced as loss of meaning. In other words, life seems to lack purpose and doesn’t make sense anymore. Loss of meaning is often part of the suffering that comes with physical loss, but it can also happen to people who have gained everything the world has to offer – who have "made it" in the eyes of the world – and suddenly find that their success or possessions are empty and unfulfilling. What the world and the surrounding culture tells them is important and of value turns out to be empty and this leaves a kind of painful inner void, often accompanied by great mental confusion.

Now the question arises: What exactly is the connection between suffering and spiritual awakening? How does one lead to the other? When you look closely at the nature of human suffering you will find that an essential ingredient in most kinds of suffering is a diminishment of one’s sense of self. Take illness, for example. Illness makes you feel smaller, no longer in control, helpless. You seem to loose your autonomy, perhaps become dependent on others. You become reduced in size, figuratively speaking. Any major loss has a similar effect: some form that was an important part of your sense of who you are – a person, a possession, a social role – dissolves or leaves you and you suffer because you had become identified with it and it seems you are losing yourself or a part of yourself. In reality, of course, what feels like a diminishment or loss of your sense of self is the crumbling of an image of who you are held in the mind. What dissolves is identification with thought forms that had given you your sense of self. But that sense of self is ultimately false, is ultimately a mental fiction. It is the egoic mind or the "little me" as I sometimes call it. To be identified with a mental image of who you are is to be unconscious, to be unawakened spiritually. This unawakened state creates suffering, but suffering creates the possibility of awakening. When you no longer resist the diminishment of self that comes with suffering, all role-playing, which is normal in the unawakened state, comes to an end. You become humble, simple, real. And, paradoxically, when you say “yes” to that death, because that’s what it is, you realize that the mind-made sense of self had obscured the truth of who you are – not as defined by your past, but timelessly. And when who you think you are dissolves, you connect with a vast power which is the essence of your very being. Jesus called it: "eternal life." In Buddhism, it is sometimes called the "deathless realm."

Now, does this mean that if you haven’t experienced intense suffering in your life, there is no possibility of awakening? Firstly, the fact that you are drawn to a spiritual teaching or teacher means you must have had your share of suffering already, and the awakening process has probably already begun. A teacher or teaching is not even essential for spiritual awakening, but they save time. Secondly, humanity as a whole has already gone through unimaginable suffering, mostly self-inflicted, the culmination of which was the 20th century with its unspeakable horrors. This collective suffering has brought upon a readiness in many human beings for the evolutionary leap that is spiritual awakening. For many individuals alive now, this means: they have suffered enough. No further suffering is necessary. The end of suffering: that is also the essence of every true spiritual teaching. Be grateful that your suffering has taken you to this realization: I don’t need to suffer anymore.

ST: Your teaching about "the power of now" seems so simple. Is that really our primary spiritual task – to fully engage the present moment?

ET: Identification with thoughts and the emotions that go with those thoughts creates a false mindmade sense of self, conditioned by the past: the "little me" and its story. This false self is never happy or fulfilled for long. Its normal state is one of unease, fear, insufficiency, and nonfulfillment. It says it looks for happiness, and yet it continuously creates conflict and unhappiness. In fact, it needs conflict and "enemies" to sustain the sense of separateness that ensures its continued survival. Look at all the conflict between tribes, nations, and religions. They need their enemies, because they provide the sense of separateness on which their collective egoic identity depends. The false self lives mainly through memory and anticipation. Past and future are its main preoccupation. The present moment, at best, is a means to an end, a stepping stone to the future, because the future promises fulfilment, the future promises salvation in one form or another. The only problem is the future never comes. Life is always now. Whatever happens, whatever you experience, feel, think, do – it’s always now. It’s all there is. And if you continuously miss the now – resist it, dislike it, try to get away from it, reduce it to a means to an end, then you miss the essence of your life, and you are stuck in a dream world of images, concepts, labels, interpretations, judgments – the conditioned content of your mind that you take to be "yourself." And so you are disconnected from the fullness of life that is the “suchness” of this moment. When you are out of alignment with what is, you are out of alignment with life. You are struggling to reach a point in the future where there is greater security, aliveness, abundance, love, joy … unaware that those things make up the essence of who you are already. All that is required of you to have access to that essence is to make the present moment into your friend. And you may realize that most of your life you made the present moment into an enemy. You didn’t say “yes” to it, didn’t embrace it.

You were out of alignment with the now, and so life became a struggle. It seemed so normal, because everyone around you lived in the same way. The amazing thing is: Life, the great intelligence that pervades the entire cosmos, becomes supportive when you say “yes” to it. Where is life? Here. Now. The “isness” of this moment. The now seems so small at first, a little segment between past and future, and yet all of life’s power is concealed within it. When there is spiritual awakening, you awaken into the fullness, the aliveness, and also the sacredness of now. You were absent, asleep, and now you are present, awake. The secret of awakening is to unconditionally accept this moment as it is. Some people do it because they can no longer stand the suffering that comes with nonacceptance of the isness of this moment. They are almost forced into awakening. Others have suffered enough and are ready to voluntarily embrace the now. When you become present in this way, the judgments, labels, and concepts of your mind are no longer all that important, as a greater intelligence is now operating in and through you. And yet the mind can then be used very effectively and creatively when needed.

Now the question may arise: Would there be anything left to strive for when you are so present in the now? Wouldn’t you become passive in that state? Many meaningless activities may fall away, but the state of presence is the only state in which creative energy is available to you. When your fulfilment and sense of self are no longer dependent on the future outcome, joy flows into whatever you do. You do what you do because the action itself is fulfilling. Whatever you do or create in that state is of high quality. This is because it is not a means to and end, and so a loving care flows into your doing.

ST: Being "in the present" sounds so obvious, and yet is quite hard to sustain. Do you have any practical tips for people for maintaining awareness of the present moment?

ET: Although the old consciousness or rather unconsciousness still has considerable momentum and to a large extent still runs this world, the new awakened consciousness – presence – has already began to emerge in many human beings. In my book The Power of Now, I mention ways in which you can maintain present moment awareness, but the main thing is to allow this new state of consciousness to emerge rather then believe that you have to try hard to make it happen. How do you allow it to emerge? Simply by allowing this moment to be as it is. This means to relinquish inner resistance to what is – the suchness of now. This allows life to unfold beautifully. There is no greater spiritual practice than this.

ST: On your video The Flowering of Human Consciousness, you talk about a "new" consciousness that is emerging in our time. What do you mean? Hasn’t the present moment always been available to genuine seekers? What’s new about our current time in history? Are you pointing to a certain evolutionary process – acceleration in human spiritual development? 

ET: Yes, the present moment has always been available to spiritual seekers, but as long as you are seeking you are not available to the present moment. "Seeking" implies that you are looking to the future for some answer, or for some achievement, spiritual or otherwise. Everybody is in the seeking mode, seeking to add something to who they are, whether it be money, relationships, possessions, knowledge, status – or spiritual attainment. "Seeking" means you need more time, more future, more of this or that. And there is nothing wrong with it. All that has its place in this world. To make money, to gather knowledge, to learn a new skill, to explore new territory, even to get from A to B – for all these things you need time. For almost everything you need time, except for one thing: to embrace the present moment. You need no time to open yourself to the power of now and so awaken to who you are beyond name and form and realize that in the depth of your being, you are already complete, whole, one with the timeless essence of all life. For that you not only need no time, but time is the obstacle to that realization, seeking is the obstacle, needing to add something to who you are is the obstacle. The story of your life, how it all unfolds, whether you succeed or fail in this world…Yes, it matters, yes, it’s important – relatively, not absolutely. Only one thing is of absolute importance and this is it. If you miss it, you miss the deeper purpose of your life, which I call the flowering of human consciousness. And ultimately nothing else will satisfy you.

Some of the first human beings in whom the new consciousness emerged fully became the great teachers of humanity, such as Buddha, Lao Tzu, or Jesus, although their teachings were greatly misunderstood, especially when they turned into organized religion. They were the first manifestations of the flowering of human consciousness. Later others appeared, some of whom became famous and respected teachers, whereas others probably remained relatively unknown or perhaps even completely unrecognized. On the periphery of the established religions, from time to time certain movements appeared through which the new consciousness manifested. This enabled a number of individuals within those movements to awaken spiritually. Such movements, in Christianity, were Gnosticism and medieval mysticism; in Buddhism, Zen; in Islam, the Sufi movement; in Hinduism, the teachings called Advaita Vedanta.

But those men and women who awakened fully were always few and far between – rare flowerings of consciousness. Until fairly recently, there was not yet a need for large numbers of human beings to awaken. For the first time in human history, a large-scale transformation of consciousness has now become a necessity if humanity is to survive. Science and technology have amplified the effects of the dysfunction of the human mind in its unawakened state to such a degree that humanity, and probably the planet, would not survive for another hundred years if human consciousness remains unchanged. As I said earlier, evolution usually occurs in response to a crisis situation, and we now are faced with such a crisis situation. This is why there is indeed an enormous acceleration in the awakening process of our species.

This new large-scale spiritual awakening is occurring primarily not within the confines of the established religions, but outside of those structures. Some of it, however, is also happening within the existing churches and religious institutions wherever the members of those congregations do not identify with rigid and exclusive belief systems whose unconscious purpose is to foster a sense of separation on which the egoic mind structures depend for their survival.

ST: How much time and effort is required to realize "the power of now?" Can this really occur in an instant or is this the work of a lifetime?

ET: The power of now can only be realized now. It requires no time and effort. Effort means you’re trying hard to get somewhere, and so you are not present, welcoming this moment as it is. Whereas it requires no time to awaken – you can only awaken now – it does take time before you can stay awake in all situations. Often you may find yourself being pulled back into old conditioned reactive patterns, particularly when faced with the challenges of daily living and of relationships. You lose the witnessing presence and become identified again with the "voice in the head," the continuous stream of thoughts, with its labels, judgments and opinions. You no longer know that they are only labels, judgments, and mental positions (opinions) – but completely believe in them. And so you create conflict. And then you suffer. And that suffering wakes you up again. Until presence becomes your predominant state, you may find yourself moving back and forth for a while between the old consciousness and the new, between mind identification and presence. "How long is it going to take?" is not a good question to ask. It makes you lose the now.

ST: How would you recommend that people listen and watch "The Power of Now" teaching series in order to get the most out of the teachings? In your opinion, why are audio and video teaching tapes such a powerful way for people to learn?

ET: If at all possible, you should not be engaged in other activity while you are listening or watching so that you can give your complete attention not only to the words but also to the silent spaces between the words. You will most likely learn many helpful facts about the emerging state of presence as well as the obstacles you are most likely to encounter. But this is only the secondary function of these tapes. Their primary purpose is not to convey information, but to help you access the state of presence as you listen. As in all true spiritual teachings, the significance of the words that are being spoken goes far beyond their informational content. Words that arise spontaneously out of the state of presence are charged with spiritual power: the power to awaken. All that is required of you is to be in a state of attentive listening. Don’t just listen with the head. Listen with your entire body, so to speak. Feel the aliveness, the animating presence, throughout the body as you listen.

I recommend that you listen and/or watch these tapes over and over. Each time you listen, it will feel as if you were listening for the first time. Each time you listen, you will grow in presence. But do not listen compulsively. Allow a gap of at least two or three days, and ideally more, before you listen to the same tape again. Each time after you finish listening, just sit in silence for a few minutes.

Enjoy the greatest adventure a human being can be engaged in: to be part of the emergence of a new consciousness.

 

Published in: on 28/06/2006 at 12:41  Deixe um Comentário  

Resumo da Doutrina Budista

Giovanni Kakugen

O texto abaixo foi desenvolvido por um discípulo leigo do mestre Zen Moriylama Roshi com o propósito de ser uma apresentação sistemática dos principais ensinamentos do Buda, para servir de base para conversas do Darma e posterior aperfeiçoamento por parte dos praticantes. Esperamos que o presente texto auxilie o leitor na compreensão e no estudo dos ensinamentos budistas.

 

As Quatro Nobres Verdades

  1. Existe o Sofrimento. Sofrimento é: nascimento, velhice, doença, morte, estar na presença do que se detesta, estar longe do que se gosta, não obter o que se deseja, perder o que se deseja. "Sofrimento" significa a natureza insatisfatória de todas as experiências que vivemos.

  2. Causas do Sofrimento
  3. . Os três venenos da mente são a causa de todo sofrimento: ignorância, desejo e aversão (alguns autores incluem também a indiferença).

  4. A Cessação do Sofrimento. Cessando os três venenos.

  5. O Caminho para Cessação do Sofrimento.
  6. É o Nobre Caminho Óctuplo.

O Nobre Caminho Óctuplo

  1. Compreensão Correcta.

    Saber distinguir os nutrientes saudáveis dos não saudáveis, o pensamento erróneo do correcto, a fala errónea da correcta, etc. Compreender as Quatro Nobres Verdades, o karma, a impermanência e o não-eu. É também uma profunda confiança no Caminho, e uma visão adequada da realidade.

  2. Pensamento Correcto. É o pensamento que está de acordo com a compreensão correcta. Reflecte a realidade das coisas, sem distorções subjectivas. É o pensamento que não provém e nem alimenta os três venenos da mente: ignorância, desejo, aversão. É cultivar uma mente de altruísmo, uma mente que busca o Caminho Iluminado.

  3. Fala Correcta.
  4. Falar de forma calma e amorosa e ouvir com atenção e compaixão. Não mentir, caluniar, distorcer os fatos ou exagerar. Não ferir nenhum ser através das nossas palavras. Não falar inutilmente. Não semear a discórdia. Não falar mal dos outros. As nossas palavras devem estar sempre de acordo com o Caminho, devem sempre ser benéficas.

  5. Acção Correcta.
  6. Não cometer actos violentos; não roubar; não ter má conduta sexual; comer, beber e consumir apropriadamente.

  7. Modo de Vida Correcto. Encontrar uma forma de viver que não o obrigue a matar, cometer fraude, mentir, vender armas, drogas, bebidas ou escravos; não tirar a sorte.

  8. Esforço Correcto.
  9. É diligência, a perseverança no Caminho. Há quatro práticas ligadas ao esforço correcto: não alimentar sementes não-sadias na nossa consciência; abandonar as sementes não-sadias já manifestas; alimentar as sementes sadias; manter as sementes sadias já manifestas. Esforço correcto é abandonar a visão errónea e adoptar a visão correcta; abandonar o pensamento, a fala e a acção errónea e adoptar o pensamento, a fala e a acção correcta. Esforço correcto, acima de tudo, é domar a nossa mente.

  10. Atenção Plena Correcta. Atenção plena significa estar em pleno contacto com o nosso corpo, sensações, emoções, pensamentos, formações mentais e estados de consciência. É a prática de observar e cuidar de tudo o que aparece em nós, seja positivo ou negativo.

  11. Concentração Correcta.
  12. É a prática da meditação, zazen. É permanecer profundamente absorto aqui-e-agora, onde toda a dualidade desaparece. A concentração correcta é o resultado natural da prática dos outros pontos do Caminho. Cada um dos aspectos do Caminho contém os outros sete.

Os itens 1 e 2 correspondem à Sabedoria; os itens 3, 4, 5 à Ética; e os itens 6, 7, 8 à Meditação.

 

Elementos Básicos do Budismo

  • Impermanência.
  • Todas as coisas são impermanentes. Tudo muda constantemente sem parar. Nada é igual nem por um momento. Nada é estável. Um minuto atrás, nós éramos diferentes tanto física quanto mentalmente. O que nos faz sofrer não é a impermanência em si, mas o nosso desejo de que as coisas sejam permanentes, quando elas não o são. Impermanência é movimento, é vida. As coisas só existem na sua forma e cor presentes.

  • Não-eu. Nada do que existe tem existência em si mesmo, separada e independente. Cada coisa precisa de estar ligada com todo o universo para poder existir. Cada coisa é uma junção de elementos que não são ela mesma. Não existe nada que seja separado do resto, que possa existir de forma independente e definitiva.
  • Interdependência. Vazio. Nada pode existir por si só. Tudo é criado por várias condições, e todos os fenómenos estão inter-relacionados. É a Unicidade. Quem compreende profundamente esta verdade pratica a compaixão, pois vê que é um com tudo o que existe. Tal pessoa compreende um segredo da vida: que a felicidade só pode ser encontrada na compaixão e no altruísmo, e que seguir os nossos desejos egoístas só nos traz sofrimento e perturbação. A interdependência pode ser resumida no seguinte ensinamento do Buda: "Ensinar-vos-ei o Darma: se isto existe, aquilo vem à existência; do surgir disto, surge aquilo; se isto não existe, aquilo não vem à existência; da cessação disto, aquilo cessa". Todas as ondas (fenómenos) pertencem ao mesmo oceano (unidade, totalidade, verdade) da Vida.
  • Karma. É a lei de causa e efeito. Construímos karma através das nossas acções do corpo, da fala e da mente. As acções virtuosas geram bons resultados e felicidade; as acções não-virtuosas geram más condições e sofrimento. A retribuição kármica dá-se em três etapas do tempo: nesta mesma vida, na próxima vida ou em vidas posteriores. Momento após momento nós geramos karma e criamos a nossa realidade.
  • Samsara.
  • Todos os seres estão sujeitos à roda do nascimento e da morte sucessivos. O Budismo acredita que as energias kármicas emanadas das nossas acções boas e más geram um novo corpo e uma nova mente de acordo com a natureza dos impulsos kármicos. Samsara em sânscrito significa "perambulação" (vaguear, divagar).

  • Nirvana. Nirvana é a Liberdade Incondicionada. É a libertação total do sofrimento, um estado de paz inabalável e de indescritível felicidade. É um estado para além de todos os conceitos.
  • As Três Práticas: Ética; Meditação; Sabedoria.
  • Os Cinco Desejos Básicos: comida/bebida; sono; sexo; riqueza; fama.
    Os Três Tesouros: Buda: O ser iluminado, ou o Absoluto; Darma: os ensinamentos, o Caminho; Sanga: a comunidade de praticantes.
  • Os Cinco Preceitos: 1. Não matar; 2. Não roubar; 3. Não mentir; 4. Não ter conduta sexual imprópria; 5. Não lidar com intoxicantes. Não seguir estes preceitos não é "pecado", é, simplesmente, ignorância. "Enquanto a má acção está verde, o perverso nela se satisfaz; mas, uma vez amadurecida, ela lhe traz frutos amargos." – Dhammapada, 119.
  • As Duas Verdades:
  • É a verdade absoluta e a relativa. Em termos relativos, é preciso praticar para extinguir o sofrimento; em termos absolutos, não há sofrimento, nem caminho, nem realização — a onda já é a água. Absoluto e relativo encaixam-se perfeitamente e as duas verdades complementam-se. Devemos viver em contacto tanto com o absoluto como com o relativo.

As Três Qualidades do Darma

  1. Impermanência.
  2. Todas as coisas são impermanentes. Tudo muda constantemente sem parar. Nada é igual nem por um momento. Nada é estável. Um minuto atrás, nós éramos diferentes tanto física quanto mentalmente. O que nos faz sofrer não é a impermanência em si, mas o nosso desejo de que as coisas sejam permanentes, quando elas não o são. Impermanência é movimento, é vida. As coisas só existem na sua forma e cor presentes.

  3. Não-eu, ou Vazio:
  4. Nada que existe tem existência em si mesmo, separada e independente. Cada coisa precisa estar ligada com todo o resto para poder existir. Cada coisa é uma junção de elementos que não são ela mesma. Nada possui uma essência estável e permanente, por isso as coisas só existem assim como elas são agora. As ondas (todas as existências particulares) são manifestações passageiras do mar (o Todo, o conjunto e a fonte de todas as condições).

  5. Nirvana: Nirvana é o estado de absoluta liberdade e de completo silêncio do coração, para além de todos os conceitos. Literalmente, nirvana significa "extinção": extinção das nossas ilusões, desejos, e outros estados mentais negativos. O nirvana já é a base da nossa existência, a natureza búdica sempre foi o nosso verdadeiro ser. O que precisamos é de nos esforçarmos para compreender e manifestar a nossa natureza mais profunda.

As Três Portas da Libertação

  1. Vazio (Sunyata):

    O vazio é o Caminho do Meio entre a existência e a não-existência. Vazio significa que nada possui um eu. Quando as nossas acções emanam da consciência da natureza vazia da realidade, são acções iluminadas.

  2. Ausência de Imagens (Animitta):
  3. Imagem é qualquer sinal que está na nossa consciência (sinal provindo de um dos seis sentidos). A realidade encontra-se além dos sinais. Tudo se manifesta através de imagens, mas as imagens enganam-nos.

  4. Ausência de Objectivo (Apranihita):

    Nada existe a ser feito ou realizado. A verdade mais profunda da existência é que nós já somos o todo, já somos a natureza de Buda. Nesse sentido absoluto, nada nos falta. A ausência de objectivos é o que permite viver o momento, e ser felizes aqui e agora.

As Quatro Meditações Ilimitadas 

  1. Amor:
  2. é o desejo de que os outros seres sejam felizes, e a acção nesse sentido. É um sentimento incondicional, que nasce da compreensão da unidade fundamental de todas as coisas.

  3. Compaixão:
  4. é o desejo de que os outros não sofram e a acção para aliviar a dor alheia. Quando entramos em contacto com o sofrimento do outro, a compaixão brota no nosso coração. Para isso precisamos de atenção plena.

  5. Alegria: a alegria provém naturalmente de um coração que reconhece a preciosidade que é ter nascido como um ser humano e poder praticar o Darma.

  6. Equanimidade:
  7. é o desapego aos opostos, olhá-los de forma igual. Equanimidade significa imparcialidade, não discriminação, equilíbrio mental. É não discriminar "eu" e "outros". É permanecer imóvel ao sofrer palavras e acções injustas, e ao ouvir elogios. É não permitir que surja a irritação, a amargura, o desânimo. É experimentar todas as sensações sem deixar surgir desejo ou aversão.

Os Cinco Agregados

  1. Forma (rupa):
  2. é o nosso corpo físico.

  3. Sensação (vedana):

    elas podem ser agradáveis, desagradáveis ou neutras. Todas as sensações são impermanentes e sem substância (como todos os outros quatro Agregados)

  4. Percepções (samja):
  5. nossas percepções são sempre distorcidas pelas nossas aflições mentais já presentes: o medo, o desejo, a raiva.

  6. Formações Mentais (samskara): existem 51 tipos de formações mentais, e duas delas são as sensações e as percepções. Este Quarto Agregado é composto por todas as outras 49 formações mentais. Tudo que é feito de um outro elemento é uma "formação".

  7. Consciência (vijnana): é o alicerce sobre o qual erigimos nossas formações mentais.

Os Cinco Agregados não são sofrimento em si, mas produzem sofrimento ao nos apegarmos a eles.

 

As Seis Perfeições

  1. Dana
  2. (Generosidade): é o doar, a caridade, a abertura do coração. É dar sem apego. Podemos dar coisas materiais, ensinamentos, ou a nossa presença, estabilidade e paz. Fazer algo com a consciência do seu valor absoluto também é dar.

  3. Sila
  4. (Ética): é viver de acordo com os preceitos budistas.

  5. Kshanti

    (Paciência): é a capacidade de aceitar tudo e de perdoar, sem rancor, as injustiças que nos foram cometidas. É alargar o nosso coração para que um punhado de sal não deixe a nossa água salgada. É ser como a terra, que tudo acolhe sem reclamar ou discriminar. É absorver tudo o que nos acontece na vida. É semelhante à equanimidade.

  6. Virya
  7. (Esforço): determinação, energia, perseverança. É não desanimar ou desistir. Não vacilar. Avançar sem recuar, decididamente. O nosso esforço deve ser correcto, e não devemos apegar-nos aos resultados.

  8. Dhyana
  9. (Meditação): é a prática do zazen, a prática da atenção plena. É clarear e libertar a mente. É consumir-se por completo naquilo que se está a fazer, estando totalmente presente e consciente.

  10. Prajna (Sabedoria): é a sabedoria da não-discriminação. É a capacidade de ver as coisas como elas são. Prajna Paramita é a mãe de todas as paramitas e a base de seu desenvolvimento. Prajna é a compreensão do vazio.

As seis perfeições, ou paramitas são, em última análise, uma só.

 

Os Sete Factores do Despertar

  1. Atenção Plena
  2. A investigação dos fenómenos
  3. Esforço
  4. Serenidade
  5. Alegria
  6. Concentração
  7. Equanimidade

Buda disse que, praticando a Atenção Plena, os Sete Factores do Despertar fazem-se presentes.

 

As Cinco Lembranças

  1. Eu tenho a natureza daquilo que envelhece. Não há como escapar à velhice.
  2. Eu tenho a natureza daquilo que adoece. Não há como escapar à doença.
  3. Eu tenho a natureza daquilo que morre. Não há como escapar à morte.
  4. Tudo o que me é caro e todas as pessoas que amo tem a natureza daquilo que muda. Não há como não me separar deles.
  5. As minhas acções do corpo, fala e mente são os meus únicos pertences verdadeiros. Não há como escapar da consequência das minhas acções. Elas são o chão que eu piso.

Outros

  • Os Três Mundos: passado, presente, futuro.

  • Os Três Reinos:
  • o reino dos desejos, o reino da forma, o reino da não-forma.

  • Os Três Tipos de Orgulho:
  • achar-se superior aos outros; achar-se inferior aos outros; achar-se tão bom quanto qualquer um.

  • Os Quatro Tipos de Apego:

    apego aos prazeres dos sentidos, apego às opiniões, apego às regras e ritos, apego à noção de um "eu".

  • Os Cinco Poderes: fé, esforço, atenção, concentração, sabedoria.

  • Os Seis Sentidos:
  • visão, audição, olfacto, paladar, tacto e mente.

  • Os Seis Grandes Elementos: terra, água, ar, fogo, espaço (akasha) e consciência.

  • As Oito Consciências:
  • As cinco primeiras consciências (os cinco sentidos); manovijnana (consciência mental); manas (intelecto, consciência discriminativa); alayavijnana (consciência armazenadora, mente inconsciente).

  • Os Oito Aspectos da Iluminação:
  • livre da ganância, capacidade de satisfazer-se; quietude; esforço diligente; memória correcta; concentração; sabedoria; evitar discussões inúteis.

  • Os Doze Elos da Origem Interdependente: ignorância (avidya); acção intencional (samskara); consciência (vijnana); nome e forma (nama rupa); os seis sentidos; contacto; sensação; desejo; apego, vir-a-ser; nascimento; velhice e morte.

 

Referências Bibliográficas:

"A Essência dos Ensinamentos de Buda" (Thich Nhât Hanh);

"Textos budistas e Zen-budistas" (Ricardo Mário Gonçalves).

 

Retirado (com pequenas adaptações) do site: http://www.dharmanet.com.br/zen/resumo.htm

Published in: on 23/06/2005 at 8:26  Comments (18)