Me, you and I

In my absence as "me" – "you" are present as I.

Wei Wu Wei.

Published in: on 20/07/2010 at 2:05  Deixe um Comentário  

Love

Love doesn’t make the world go ’round.

Love is what makes the ride worthwhile.

– Franklin P. Jones

Published in: on 12/02/2010 at 14:29  Deixe um Comentário  

Apenas Deus é suficiente


Não deixes nada
     incomodar-te;
Não deixes nada
     desanimar-te;
Todas as coisas passam;
Deus nunca
     muda.
A paciência alcança
tudo aquilo que
     ambiciona.
Aquele que encontra Deus
descobre que nada
     lhe falta:
Apenas Deus
    
é suficiente.

Santa Teresa de Ávila (1515 – 1582)

Let nothing
     disturb thee;
Let nothing
     dismay thee;
All things pass;
God never
     changes.
Patience attains
All that it
     strives for.
He who has God
Finds he lacks
     nothing:
God alone
     suffices.

Published in: on 14/07/2009 at 1:06  Deixe um Comentário  

Meditação


Se a meditação
é uma viagem, é uma viagem até onde nos encontramos. A distância que
separa o ponto de partida do objectivo é zero. A liberdade dos mestres é nada mais do que ver que as amarras n
ão existem de todo. Em termos absolutos, criar na mente de alguém um conceito
solidificado de iluminação, a obter algures no futuro, é imediatamente induzir
em erro de alguma forma.

If meditation is a journey, it is a journey to where one is. The distance separating starting point and goal is zero. The mystic’s freedom is none other than noticing that the bonds don’t exist to begin with. In ultimate terms, to create in people’s minds a solidified concept of enlightenment as a future goal is already misleading them in some way.

Shinzen Young

Published in: on 20/05/2009 at 4:10  Comments (1)  

Apenas Um


Apenas um existe. Nunca existe, seja de que forma for, mais do que
isso, nem mesmo dois. Toda a percepc
ão de distincão e separacão, de dualidade, e
consequentemente daquilo a que
é chamado de realidade física, é uma
ilus
ão mental, como um sonho. Quem tu pensas ser, uma entidade
individual separada, faz parte dessa ilus
ão. Tu não és o criador de
nenhuma ac
ção ou pensamento. Os acontecimentos sucedem-se, mas não
existe quem os realize. Tudo o que existe
é Consciência. Isso é o que TU realmente és.

(…)

Embora procurado e compreendido por tão poucos, esta linha de
Conhecimento, esta sabedoria perene, sobreviveu porque oferece nada
menos do que tudo: as
respostas às perguntas sobre a vida, a verdadeira natureza de tudo o que existe, um significado e propósito últimos e o fim do sofrimento.

___

There is only one. There is not ever in any sense many, or even two. All perception of distinction and separation, of duality, and therefore of what is know as physical reality, is a mind-created illusion, of the nature of a dream. What you think you are, a separate individual entity, is part of this illusion. You are not the doer of any action or the thinker of any thought. Events happen, but there is no doer. All there is, is Consciousness. That is what YOU truly are.

(…)

Although pursued and understood by so few, this thread of Understanding, this perennial wisdom, has endured because it offers no less than everything: the answers to life’s questions, the true nature of all that is, ultimate meaning and purpose, and the end of suffering.

David Carse, Perfect Brilliant Stillness

Published in: on 18/05/2009 at 12:50  Comments (1)  

O estado natural da mente

Passaste a primeira metade da tua vida a tornares-te alguém. Agora podes empenhar-te em não ser ninguém, o que na verdade é ser
alguém. Porque quando te tornas ninguém não existe tensão ou
fingimento, não existe ninguém a tentar ser alguém ou alguma coisa. O
estado natural da mente brilha sem obstáculos – e o estado natural da
mente é puro amor.

You spent the first half of your life becoming somebody. Now you can work
on becoming nobody, which is really somebody. For when you become nobody there
is no tension, no pretense, no one trying to be anyone or anything. The natural
state of the mind shines through unobstructed—and the natural state of the mind
is pure love.

Ram Dass

Published in: on 13/05/2009 at 11:24  Comments (1)  

The centre of your world

You are the center of your world.
What do you know of this center?
If you do not know this center,
What do you know?

Published in: on 01/05/2009 at 9:47  Comments (1)  

Nothing ever happens


"To me nothing ever happens. There is something changeless, motionless, immovable, rock-like, unassailable; a solid mass of pure being-consciousness-bliss. I am never out of it. Nothing can take me out of it, no torture, no calamity.
"

Sri Nisargadatta Maharaj

Published in: on 18/04/2009 at 16:49  Deixe um Comentário  

The True Self

"The world is so unhappy because it is ignorant of the true Self. Man’s
real nature is happiness. Happiness is inborn in the true Self. Man’s
search for happiness is an unconscious search for his true Self. The
true Self is imperishable; therefore, when a man finds it, he finds a
happiness which does not come to an end."


Sri Ramana Maharshi


Published in: on 18/04/2009 at 16:33  Deixe um Comentário  

Desgarrada poética via Messenger


Santos Almeida:
"Numa casa sem tecto os sonhos vão mais longe"
Dré:
"Quem sonha voa alto, quem não sonha perdeu as asas"
Santos Almeida:
"Quem sonhou muito alto amanhã perde as asas"
Dré:
"Quem sonha nunca vive o amanhã, é eternamente hoje"
Santos Almeida:
"Quem nunca sonha vive eternamente no passado"
Dré:
"Todo o ser humano sonha, estar vivo é sonhar, porque sonhar é ter asas, viver é voar"
Santos Almeida:
"Em todo o sonho o nada se distingue"
Dré:
"O nada não se distingue, porque tudo é o nada"
Santos Almeida:
"Nem tudo sonha e o nada não tem asas"
Dré:
"As asas do sonho são feitas do nada, este não voa porque é o próprio voar
Santos Almeida:
"Separa-se o nada do sonho, fica a vontade"
Dré:
"A vontade de sonhar nunca morre, porque nunca nasceu"
Santos Almeida:
"O sonhar é uma constante. também o são as vontades"
Dré:
"Constante é a vida, que é vontade, vontade de sonhar"
Santos Almeida:
"Constantemente se ouvem as vontades"
Dré
"Ouve-se constantemente o sonho da vontade de sonhar"
Santos Almeida:
"Os sonhos só se ouvem acordados"
Dré:
"Os que sonhos que não ouvimos acordados despertam apenas quando morremos"
Santos Almeida:
"Quando se morre a vontade despede-se"
Dré:
"Não há despedidas, o que morre nasceu, a vontade nunca foi dada à luz, ela é o sol que ilumina a noite"
Santos Almeida:
"Belas palavras, sem efeito no corpo"
Dré:
"O corpo nasceu, morrerá, que tens tu a ver com isso?"
Santos Almeida:
"O meu corpo tem tudo a ver"
Dré:
"Tem tudo a ver, mas o que se vê não é o que o vê nem o que é visto"
Santos Almeida:
"O ser visto não vê a sua própria vontade"
Dré:
"Vontades, vontades, para quê esse lixo se és já o destino de toda e qualquer vontade?"
Santos Almeida:
"Nem todas as vontades são descobertas e destinadas a um ver"
Dré:
"Vontade de quê?, ver o quê?, és o todo que vê, o todo que anseia pelo nada que é já"
Santos Almeida:
"Destinadas a um ver que somos todos nós, esse ver é cego"
Dré:
"Cegueira é só a daquele que imagina ver pelos dois olhos que tem por debaixo da testa"
Santos Almeida:
"A cegueira é produto da realidade não tocada"
Dré:
"Se tu és a realidade, que poderá ser deixado intocado?"
Santos Almeida:
"Eu sou a realidade mais cega"
Dré:
"Existe uma apenas, não existem mais nem menos, a que tu és, sou eu"
Santos Almeida:
"A mesma realidade, vividas diferentemente"
Dré:
"A diferença é sonhada, acordados somos todos iguais"
Santos Almeida:
"Acordados somos todos cegos"
Dré:
"Acordados somos todos cegos para a diferença do sonho"
Santos Almeida:
"Nos sonhos, todos os cegos acordam"
Dré:
"Nos sonhos acordar ou não é indiferente"
Santos Almeida:
"Nos sonhos nada existe"
Dré:
"Esse nada existe também quando estamos acordados"
Santos Almeida:
"Um nada Desperto para os outros, não para si mesmo"
Dré:
"Ele é tudo, como poderia despertar para si?"
Santos Almeida:
"As possibilidades são infinitas, basta sonhar"


Published in: on 28/12/2008 at 22:21  Deixe um Comentário  

Poemas


Recebido de uma poetisa, através do messenger, a 16 de Dezembro de 2008.

A grande Santos Almeida.


*

escava
cuidado com as pedras
da calçada,
pisada
que hoje toda a gente escava
em direcção ao céu
porque eu
não encontro
um ponto
um começo

*

uma nota que soa
a mil léguas daqui
faz.se ao mar
como a terra se faz a mim!

*

vidas
passadas ou presentes
ainda sentem
o que em nós foi esquecido
talvez
mas agora não
agora elas vivem!

*

a vida
o que é?
pergunta o menino
sozinho
à beira da morte

*

escrita
nada é
que palavras, articuladas
pelas leis do Homem
que nem as sente
quando as dita
e por isso
elas
caem no esquecimento
que escritor
não é escultor

*

máquina menino
trabalha
mas não sabe ler nem escrever

*

o homem
criação, criador, criado
escravo dele mesmo
mas não passa
de uma obra de arte!

*

a brisa
leva-me a mim
até onde eu
te vou encontrar

*

o sal
a lua
o verde
a intenção voa
aterrando na brasa
deste dia

*

ser poeta
é: cantar uma voz
perdida, ou por achar
e todas elas vão dar
aos caminhos
escolhidos, ou por escolher

*

um canto
e nele se faz ninho

*

vi
ouvi
algo, que eu não reconheci
e por isso
não existem palavras para o que foi visto!

*

quão longe se está
e perto se torna!

*

oscila este poema
que ele não quer estar
no papel

*

sopra o vento
ela faz o mesmo

*

a matéria
quando deixa ela de o ser?
em que se torna?
quando morre?

*

o verde pé
diz que é verde
quem és tu para o desmentir?

*

a mão aponta
para uma direcção
oposta
ao que o corpo aponta
mas se a mão é uma parte de nós
de quem é o corpo?

*

sente-se agora
e sinta-se amanhã
que quem sabe se ontem também não o foi sentido?

*

um piano
conta histórias sobre
ele mesmo, mas na companhia
de quem mais ele ama

*

se o piano diz que ama
quem ama ele mesmo?

*

there was something
in need of discovery
who are u pirates?

*

come out
cause i will get soon
to where you are
but i need to see you

*

mãos que apontam
e os pés? para onde eles vão?
que caminhos pisam?
serão os caminhos que a mão apontou?

*

no topo
se olha para baixo
mas por que não aproveitar
esta aproximação ao céu

*

vês? então olha.

*

à vista desarmada tudo é belo
mas quando se erguem torres
o sol não entra
nem tu sais

*

o fado
destino incerto, mas
e quem não acredita no destino?

*

a gaiola
é um mundo
de nós saído
que quem lá entra
não de lá sai

*

quem sai ou entra?
sai o corpo
fica a mente
ou fazes um acordo
com os teus deuses
e tornas-te imortal

*

eternamente, disse o sol
mas a lua é imortal

*

o tempo
não disse ao tempo
coisa alguma
porque ele não tem espelho em casa

*

vidas, quanto tempo tens?

*

o tempo sabe
que o que sabe
é sabido
e a sabedoria é por ele
oferecida
mas ninguém o ouve

*

quem és tu
que aqui estás
mas quando sabes que não estarás
vais cá estar?

*

a todos os que sabem ler
e a quem não sabe
por favor reciclem

*

quem lê o tempo
perde a vida
e a morte não traz mais tempo

*

mais, mais, mais
disse eu
ao tempo
que parou
agora!

*

ó tempo, sabes que eu te conto?
mas quando não o faço
tu passas mais depressa
ou serei eu que me perdi?

*

entre caminhos
que não se cruzam
há quem os sobreponha
e leva escadotes!

*

escada leva para cima
que de baixo nada sobe, só desce!

*

leva a terra
que um dia ela te abraça
mas por pouco tempo
que a carne decompõe

*

ossos
ou espaço?

*

toca, que és tocado em retorno

*

sabes que existes?

*

a manhã
que é ela senão o fim de um dia?
porque o dia nasce quando eu e tu queres

*

porque choras
quando amanhã é um novo dia
e tu ainda cá estás

*

 nem a terra come os ossos

*

" moon, today beautiful
tomorrow gone
but you always come back
despite these lives
that look at you
and see more than themselves

*

o inimigo
afinal só o é porque tu o nomeaste

*

à roda andamos todos
e do e no vómito rodamos

*

o ciclo da estupidez é só isso
um ciclo

*

ciclo, triciclo
quatrocentos qualquer coisa

*

no numero 3 o que se lê?
uma superstição

*

os medos devem ser enfrentados
mas eu não possuo corpo

*

o saber não ocupa espaço, alguém o disse
mas o que ocupa, é nada mais que espaço infinito

*

as palavras são as nossas gaiolas,
e com pena

*

ó pena, tens mais pena que eu?
é que de penas vivem os pássaros nas suas gaiolas

*

no topo vive o deslumbramento
que não sabe que se vier cá abaixo
o mundo é grande

*

as gotas sobem
em quem faz o pino

*

o verde depressa ganha nova cor
mas tudo é branco

*

cava
esburaca essa parede
essa torre
esse nó que te aprisiona
e ilude-te
estás livre!

*

a tua ilusão
é a tua criação
se não a criasses
não te tinhas iludido

*

por piedade
puseram-se pontos principais
principiando pelo possível
porque pês

*

calma
cães comem cavalos
cujos cabelos caem cansados
casando-se com corpos calientes
cospe caroço!

*

cospe o que te prende,
esse caroço visceral transversal
ó mal

*

o ó do nó faz dódó
agora arrepende-te de o teres lido, tótó

*

ouvindo a mesma musica
escrevo, ou és tu que lês?

*

os escadotes não chegam ao céu
mas chegam se virares o mundo ao contrário

*

dorme o bebé
e eu vou mudar de música

*

mudada a musica
o bebé acorda,
e eu não sei quando ele volta a adormecer

*

que não pensem os poetas

*

e num monólogo fui deixada
mas agora estás aqui
já não estamos sós

*

a solidão acompanha todos nós
mas ela não é acompanhada de ninguém

*

podes pensar que estás só
mas esse é apenas um pensamento
que sabes tu da realidade
se não a viveres?

*

e, a solidão é um bom prato

*

ó força! calma, que a pedra é demais
não pegues em pedregulhos

*

num prato se come
com garfo e faca
que à mesa há que ter respeito
dizem os Grandes

*

vem com passos incertos
que eu cá estarei de braços abertos

*

e sem saber, sei
e APENAS o sei

*

quem lê a patrícia
se ela se fecha
e ninguém possui a pena?

*

 pobre daquele que pensa ser pobre
e o é

*

em que planeta se vive
quando se morre?

*

haverá espaço neste mundo para os vivos e os mortos
que o tempo e o espaço são infinitos

*

uma viagem
com estes seres
imaginários
consegues imaginar?
então join me

*

call me
call me
call me
i can hear

*

olha a insegurança com segurança

*

seres sábios são sábios
e quem é o homem dentro do sábio?

*

3:33 hora agora, agora mas espera 3 segundos, que o quarto está impaciente

*

meio quente
não é morno
é algo

*

mãos minhas queria eu que fossem autónomas
para ser livre
e isto não é ilusão
mas se foi pensado
o já é

*

então nada és que ilusão?
quem és tu?
quem é esta que o pergunta? a mão é escrava do pensamento

*

pois se pensas que existes
te iludes
que a ilusão é bem real

*

vem a ovelha ter com o pastor
olha-o
sabe que é alimento
porque não foge ela?
louca aquela que pensa que é louca

*

de três pontos se estabelece uma relação
e dessa acção
nasceram os quatros pontos

*

norte, este, sul e oeste
eu caminho é para o centro

*

a tristeza de um olhar
que te olha
te despe
e nele tu te perdes

*

bring the pirates
lets sail thru known seas
and there die

*

and the sea will then cry
happy tears
we made our destiny

*

para quem buscas algo? se para ti nada está nem é perdido

*

o pulsar do impulso é mais forte que a maré

*

espaço vazio
percorre caminhos
preenchidos pelo nosso espaço
mas ele não é de ninguém

*

oh ser má
nos teus olhos
nada é mais
que algo maléfico

*

frigorífico
lata nova
velha
meia usada
onde está a tua outra meia?

*

eu agora sou um vulcão em erupção, e faço pão quando tiver farinha na mão!

*

ai as marés vagas
levam-nos a todos

*

Published in: on 17/12/2008 at 1:38  Deixe um Comentário  

A pessoa é a prisão


O equívoco mais comum em relação à libertação é que esta consiste em algo que um indivíduo pode obter. Mas a libertação é uma perda – a perda da noção de que alguma vez houve um indivíduo separado que pudesse escolher fazer algo para alcançar a libertação.

Muitos dos chamados mestres da não-dualidade sugerem que existe alguém que pode fazer algo para curar a sua noção de separação; por outras palavras, existe uma pessoa que consegue descobrir que não é uma pessoa. O carácter absurdo desta ideia é frrequentemente camufulado por teorias subtis e altamente complexas. Os ensinamentos sobre a não-dualidade frequentemente apresentam a ideia sedutora de que a libertação pode ser realizada através de um caminho espiritual evolutivo. Isto não tem qualquer ligação com a não-dualidade, mas pode oferecer-nos uma história convincente, ainda que sem qualquer fundamento, sobre ela.

Desta história surgem muitos caminhos, doutrinas, técnicas, gurus, mestres, vendedores de mantras, workshops e grupos que constituem o bazar espiritual. Qualquer tipo de busca poderá levar a pessoa a sentir-se mais confortável, mas nada mais do que isso. Alcança-se uma pessoa mais confortável na sua prisão. Se se estiver numa prisão, é muito melhor estar confortável, mas isso não tira a pessoa da prisão onde ela imagina estar.

Nada tirará a pessoa da sua prisão, porque a pessoa é a prisão. Quando a pessoa desaparece, é visto que nunca existiu uma prisão de todo.

Richard Sylvester

http://www.richardsylvester.com

Published in: on 30/11/2008 at 2:07  Deixe um Comentário  

Não-Dualidade

 
     A Não-Dualidade é o termo geral que cobre diversas escolas de pensamento – na sua maioria orientais – que apontam para a fonte única que existe antes e para além de todas as experiências temporais e da aparente multiplicidade. Ao ler textos de sistemas não-duais, tais como Zen, Advaita, Taoísmo ou Dzogchen, irás descobrir que a Auto-realização não promete mais do que libertar-te da crença num "eu" ou ego independente. É isso. A queda da ilusão revela isto tal e qual é, muitas vezes resumido pela frase, "Antes da iluminação, cortar lenha e carregar água. Depois da iluminação, cortar lenha e carregar água".
[Tradução: Dré]

 

Non-duality is a general term that covers several  -mostly eastern –  schools of thought, which point to the single source before and beyond all temporal experiences and apparent diversity. While reading texts from non-dual systems such as Zen, Advaita, Taoism, or Dzogchen, you will find the affirmation that Self-realization has no promise other than to release you from your belief in a separate self or ego. That’s it. The dropping away of the illusion simply reveals this as it is, often summed up in the phrase "Before enlightenment chop wood and carry water. After enlightenment, chop wood and carry water."
 
Leo Hartong
 

Published in: on 30/07/2008 at 5:14  Comments (2)  

Consciência

 
     "Se tudo o que existe é Consciência, se só existe Consciência, então porquê ou pelo quê continuas tu em busca? Se apenas existe Consciência, então, agora mesmo, tu tens de ser Isso and tudo o resto que surge terá também de ser Isso, incluindo qualquer sensação de um "eu" separado. Qualquer manifestação mundana ou vulgar da existência não pode ser menos Consciência que qualquer manifestação de amor incondicional, plenitude, bem-aventurança, quietude, silêncio ou qualquer outra coisa. Haverá sequer alguma coisa para ser transcendida, encontrada ou libertada?"
 
[Tradução: Dré]
 
     "If all there is is Consciousness, if there is only Consciousness, then why or for what are you still seeking? If there is only Consciousness then right now you must be That and every thing else that appears in and as awareness must also be That, including any sense of separate self. Any appearance of mundane, ordinary existence can be no less of Consciousness than any appearance of unconditional love, wholeness, bliss, stillness, silence or anything else. Does anything really need to be transcended, found or let go of?"
 
Nathan Gill
 
 
Published in: on 30/07/2008 at 4:53  Deixe um Comentário  

Falling into the mystery

 
"There is no path,
there is no ‘ending of delusion’,

for the delusion never began,
which is to say that the miracle never ended.

For the Miracle is this… here…. now…

 
This isn’t about "understanding"
This is about falling into the mystery…"
 
Jeff Foster
 
 
Published in: on 30/07/2008 at 4:41  Deixe um Comentário  

Reincarnação?

 
     «Eu não proclamo ser especialista em doutrinas metafísicas tais como a reincarnação e afins. Dentro do reino das aparências, e enquanto alguém se vê em busca, existem teorias e doutrinas intermináveis. Em última análise, todas elas são produto do pensamento e da imaginação. Elas parecem irresistíveis àquele que busca porque fornecem razões para explicar a sua (aparente) existência separada.
     Ao nível da mente, existem intermináveis teorias para explicar os "porquês e portantos" da pessoa individual. São largamente especulativas e nunca servem nenhuma finalidade. Mas a tua verdadeira natureza alguma vez nasceu? Tens alguma prova de que morrerá? Vive ela dentro de um corpo? Na verdade, quando a tal pressionados, tanto Ramana Maharshi como Nisargadatta Maharaj, dois pontífices da espiritualidade indiana do último século, afirmaram que a reincarnação não existe. (…) …podes vir a descobrir que ao tentar deslindar mistérios metafísicos na mente tendes a negligenciar o facto óbvio que és já livre neste momento. A consciência é a presença imutável na qual o universo aparece.
     Num nível mais relativo, podemos descer ao reino do pensamento e das teorias metafísicas, mas, nesse ponto, qualquer teoria é tão boa como qualquer outra e são todas especulativas. Limita-te ao fundamental. A resposta não está na mente.
     Mesmo que tomemos a reincarnação a sério, o que é que reincarna? A investigação revela que não existe um "eu" separado*. No reino das aparências, tu (como entidade individual) não existes; o "eu" está ausente. Como pode a ausência de um "eu" reincarnar? Se os elementos físicos se reciclam, então seja. Se os pensamentos se reciclam, então seja. Mas tu mantens-te como és. A consciência clara** que tu és está eternamente presente tal como é. Seja de que perspectiva for, a reincarnação parece sempre insubstancial.
     Eu não estou a tentar negar as teorias e mecânicas da reincarnação, mas parece-me mais directo notar que existe apenas uma consciência e tudo é essa mesma consciência. Se ondas incarnam noutras ondas, então que seja. As ondas talvez estejam tremendamente fascinadas com saber de onde vieram, mas o oceano não está preocupado.  Do ponto de vista da água, tudo é feito de uma substância apenas. Com o teu enfoque na tua verdadeira natureza enquanto consciência, vês que todas as teorias são apenas movimentos da mente. A consciência é real; os pensamentos são sombras. O sonho da reincarnação é uma nuvem que passa em frente do sol abrasador da consciência, que é quem tu és agora.
     Na minha experiência, é mais libertador permanecer com factos sólidos, como o facto de existir e saber que existo, em vez de me envolver em debates metafísicos que são intermináveis. Em vez de nos perguntarmos o que fomos numa vida anterior ou seremos numa próxima vida, porque não investigar o que somos agora?»
 
John Wheeler, do livro Awakening to the Natural State
 
[Tradução: Dré] 
_______
* ver a recente entrada "Who am I?" deste blog.
** Space-like awareness, no original.
 
 
Published in: on 30/07/2008 at 3:30  Deixe um Comentário  

Quem sou eu?

 

     Nós dizemos, "Eu não presto", "Eu não sou feliz", "Eu não gosto disto", etc. O "eu" nestas afirmações é o que eu chamo de eu separado. É uma construção verbal, uma imagem, uma ideia. Então, quando tu dizes "Eu não presto" ou outra coisa qualquer, a questão é: o que é esse "eu"?
     Esta é a investigação a ser sugerida… Estamos constantemente a dizer "eu", "a mim", etc. Então quem e o quê é este "eu"? Essa é a questão. És tu o corpo? És tu a mente? És tu um pensamento? És tu uma emoção? Pondera estas questões e responde. Se és um pensamento, qual deles? Se és um sentimento, qual deles? Se tu não és nenhuma dessas coisas, então quem és tu?
      O que descobres é que não consegues encontrar nenhuma coisa ou experiência particular que seja "eu". Não existe nada presente que seja o "eu" separado e limitado. É apenas uma noção, mas não existe de facto. Estamos a falar de um fantasma que não está presente. É uma asunção. Porém, nós indubitavelmente somos. Somos o quê verdadeiramente? Nós somos aquela presença-consciência que está sempre aqui. É clara, simples e livre de problemas.
      Esta observação dissolve a crença habitual que temos de nos tomarmos como sendo uma pessoa pequena, limitada e imperfeita. Essa assunção sobrevive porque nós agarramo-nos a essa crença. Olha para o que realmente és ou desfaz-te do que não és.

 
      We say, "I am no good", "I am not happy", "I do not like this", and so on. The "I" in those statements is what I’m calling the separate self. It is a verbal construction, an image, an idea. So, when you say "I am no good" or whatever, the question is: What is that "I"?
     This is the inquiry being suggested… We are constantly saying "I, "me", and so on. So who and what is this"I"? That is the question. Are you a body? Are you the mind? Are you a thought? Are you an emotion? Look at these questions and answer them. If you are a thought, which one? If you are a feeling, which one? If you are none of those things, then who are you?
     What you discover is that you cannot find any particular thing or experience that is "I". There is nothing present that is the limited, separate self. It is just a notion, but does not exist in fact. We are talking about a phantom that is not present. It is an assumption. Yet, we undoubtedly are. What are we truly? We are that undeniable presence-awareness that is always here. It is clear, simple and free of problems.
     This looking dissolves the habitual belief we have of taking ourselves to be a small, limited, defective person. That assumption survives because we hold to that belief. Look at what you truly are or discard what you are not.
 
 
John Wheeler, in his book Right Here, Right Now: Seeing Your True Nature as Present Awareness

Published in: on 28/07/2008 at 2:08  Deixe um Comentário  

Smaller and smaller

 
"You are ripe for Enlightenment when you want nothing else. In order to be born as a baby you have to spend nine months getting bigger and bigger. For Enlightenment you have to get smaller and smaller until you disappear completely."
 
Papaji
 
 
Published in: on 24/07/2008 at 4:30  Deixe um Comentário  

Não existe uma vida vulgar

 
Não existe uma vida vulgar. A vida é uma grandiosa ostentação ou floração dentro da clara e vasta presença da inteligência divina. Cada folha ou grão de poeira está aconchegado numa vastidão de luz e presença. Essa presença-consciência que abarca todas as coisas é também e sempre a profunda presença de amor e paz. É o teu próprio ser verdadeiro. O universo revelado a cada momento arde com a presença de um amor prodigioso. Nisso, até a mais vulgar das coisas é uma expressão única e deslumbrante da unidade fundamental de tudo.
 
There is no ordinary life. Life is a grand display or flowering within the vast and clear presence of the divine intelligence. Every leaf and piece of dust is cradled in an expanse of light and presence. That presence-awareness that contains all things is also the deep presence of love and peace always. It is your own real being. The universe being revealed in each moment is aflame with the presence of exquisite love. In that, even the most ordinary thing is a unique and wonderful expression of the underlying oneness of all. 
 
John Wheeler, in his book Right Here, Right Now: Seeing your true nature as present awareness
 
 
Published in: on 24/07/2008 at 3:57  Deixe um Comentário  

O aluno

 
Um jovem atravessou o Japão em busca da escola de um famoso praticante de artes marciais. Chegando ao dojô, foi recebido em audiência pelo sensei.
— O que é que você quer de mim? – perguntou-lhe o mestre.
— Quero ser seu aluno e tornar-me no melhor praticante de karaté do país – respondeu o rapaz. – Quanto tempo preciso de estudar?
— Dez anos, pelo menos – respondeu o mestre.
— Dez anos é muito tempo – tornou o rapaz. – E se eu praticasse com o dobro da intensidade dos outros alunos?
— Vinte anos – disse o mestre.
— Vinte anos! E se eu praticar noite e dia, dedicando todo o meu esforço?
— Trinta anos – foi a resposta do mestre.
— Mas, eu digo-lhe que vou dedicar-me o dobro e o senhor responde-me que a duração será maior? – espantou-se o jovem.
— A resposta é simples. Quando um olho está fixo aonde se quer chegar, só resta um para se encontrar o caminho.
 
 
Published in: on 29/06/2008 at 2:11  Deixe um Comentário