| Na ver d a d e n a da s e passa |



São tudo jogos de sombras, enquanto nos encontramos,
aparentemente, de costas para a luz. Aparentemente, porque o nosso ser
não tem costas. Assim são os anjos, assim somos nós, feitos de luz.


existe uma realidade, um mesmo ser que se transpira de uns para os
outros, sempre igual, sempre diferente. Existe apenas essa realidade; a
que tu és, eu sou. Somente um mar entra por todos os rios do mundo. A
ilusão da escolha é a mentira da individualidade. Ela é o fardo da
ilusão, é a benção do reencontro.

Todos os mundos passam por
nós, mas nenhum deixa a mais pequena marca. Os universos são meros
pássaros que cruzam o céu que somos. Tudo muda, menos o que somos. Como
poderia o infinito silêncio mudar? Na verdade, nada se passa. O real
nunca foi criado, mas sempre é; a ilusão nunca morrerá, porque jamais
nasceu.

Dizem que somos todos um. Permitam-me discordar. Um apenas existe. Nunca houve plural para a realidade que é.


Dré

Imagem: Pintura número oito do texto Budista Zen "As dez imagens da captura do touro". A
"captura do touro" é uma metáfora Budista para a busca da nossa
verdadeira natureza ou essência. A pintura número oito representa a transc
êndencia da pessoa e do touro (a essência).

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Published in: on 14/05/2009 at 2:38  Deixe um Comentário