Diarios de Sogenji – XIII (12 a 25 de Fevereiro)

 
2006, Fevereiro 12
 
     Hoje foi mais um dia a arrastar a alma pela lama do chao… Tem sido a regra das ultimas 2 ou 3 semanas… Uma desmotivacao gritante, um anseio por casa sufocante, uma inseguranca, uma ansiedade… e a lista continuaria mais algumas linhas. Claro que tenho bastantes bons momentos, mas parece que mais cedo ou mais tarde volto a cair no mesmo buraco.
     Agora tenho andado a ouvir DAD como um desalmado e algumas das letras reflectem o meu estado de espirito:
 
     Some people live so close to their bones with just themselves to be,
     but I run around inside myself like something’s after me.
     You’re telling a drowning man not to grab for straws.
     I’m a kid in a rowboat who’s lost his oars.
     I take off my skin, underneath there is nothing.
     Everything’s gonne, a naked skeleton.
     A piece of an arm. A piece of a leg. A piece of my tongue
     and peace for everyone.
 
     Mas hoje liguei a S___. Foram 2 minutos e meio, mas quando se trata de uma alma do tamanho do mundo como ela, 2 minutos valem por 2 semanas! Mais uma vez, obrigado! Fiquei logo melhor.
 
2006, Fevereiro 14
 
     Ainda ontem disse ao telefone com a minha mae que aqui nao chove muito. Hoje, logo em dia de Takuhatsu, uma carga de agua valente! E para arrefecer os coracoes mais escaldantes neste dia de S. Valentim.
 
2006, Fevereiro 18
 
     Parabens, L___!  Onde quer que estejas, com quem quer que estejas, quem quer que sejas, que estejas bem e sejas feliz!
     Ha dias, num dos meus passeios pela floresta – que descambou parcialmente num passeio pelo bairro – vi mais um carro com um nome engracado: "Mazda Familia". Parece que a influencia tuga chega ate ao pais do Sol Nascente. De facto, aquela que, provavelmente, e a palavra japonesa mais utilizada no Japao e conhecida fora dele, deriva da lingua de Camoes. E facil de ver como "Obrigado" evoluiu para "Obrigato" e acabou em "Arigato". Foi o que me disseram, pelo menos.
 
2006, Fevereiro 21
 
     Hoje fui dar um passeio nocturno pela floresta, antes do Kaichin. Mas nao fui sozinho; fui com o meu anjo belga, o F___. Foi muito fixe, quase sempre em silencio, de lanternas apagadas sob a luz suave de uma lua em quarto minguante. Paramos algumas vezes para meditarmos um pouco em 2 locais com uma vista privilegiada para a cidade. Muito bom.
     Depois, chegados aos nossos aposentos, mostrou-me, no seu Ipod, uma parte de um Teisho que o Roshi deu no Osesshin de Outubro – 2 dias antes de eu chegar. Sempre inspiradoras, motivadoras e desafiantes as suas palavras. Depois disse: "Estou a procura de uma musica… Conheces Damien Rice?" Eu sorri, surpreendido. "Sim, claro! Essas musicas trazem-me muitas recordacoes…", disse nostalgico. Passou-me os auscultadores e uma voz suave cantou:"Cold water surrounds me now, and all i’ve got is your hand. Lord can you hear me now? Or am i lost?" Voltei 4 meses atras…
     Depois disse-lhe que fui ver um filme chamado "Closer" com a minha ex-namorada, que nao tinha gostado muito do filme, mas que a musica "The blower’s daughter" (do mesmo cantor) me tinha marcado. Ele depois disse: "Que coincidencia. Tambem fui ver esse filme com a minha ex-namorada que me disse que tinhamos que encontrar essa musica, mas nunca a encontrei. Agora que me falaste nela, percebi que era essa musica. Tenho que lhe a enviar". Mundo pequeno – e ainda por cima redondo!
     Depois li a carta da A___ – muito bonita, acompanhada por uma foto igualmente bonita, de cabelo curtinho. Tres cartas em 4 meses, excelente media! Das 6 cartas que recebi de Portugal, metade sao tuas. Obrigado! =)
 
2006, Fevereiro 22
     Hoje houve jogatana de futebol – ah pois e, o tuga aqui teve que partir alguns rins. Americanos e Niponicos a jogar futebol?! Mas o que e que isso?! Deixem isso para os latinos! Mas fiquei a saber que o japones conhece o Figo e o Cristiano. Foi bom, para queimar energias e mexer o corpo – e foi divertido!
 
2006, Fevereiro 24
 
     Parabens S___. Aqui o tempo esta um pouco cinzento. Espero que nas terras alem Tejo o sol brilhe para te aquecer (e ao teu soldado do amor!). Mas se o sol nao brilhar, a vossa luz sera suficiente. Um dia feliz para ti (ou mil dias, ou um milhao!).
 
2006, Fevereiro 25
 
     Questiono-me "Donde vem tanta dor? Tanta angustia?" Quem ler estes "Diarios de Sogenji" deve pensar que cai direitinho no inferno! Estou a passar as passas do Algarve aqui, mas a causa disto tudo e a minha cabeca, estes pensamentos destrutivos que consomem toda a minha energia. Tanto medo, tanta ansiedade, mas porque?
     Nao consigo render-me a vida, aceita-la em toda a sua extensao… Vou por uns "reminders" no meu qaurto, pode ser que ajude. Um diz "Let go", outro "Surrender" e o terceiro diz "Quem sou eu?". Este ultimo faz parte da tecnica de "Self-enquiry" ensinada pelo Sri Ramana Maharshi e que eu estou a utilizar agora. Qualquer uma delas e suficiente para me levar a paz, mas nao consigo. Ando as voltas dentro de mim mesmo e nao dou com a saida.
     Talvez acrescente um quarto papel colado na parede a dizer "A vida nao passa de um sonho". Se assim e, que temo eu com tanta tenacidade? Sou um novelo humano de MEDO!
     Hoje, pela segunda vez em quatro meses (completados hoje), tive a certeza: "Vou-me embora deste lugar. Nao consigo mais estar aqu". Da-me vontade de chorar so de pensar nessa "derrota", mas duvido das minhas capacidades no que concerne a esta batalha.
 
Dre
Published in: on 14/03/2007 at 5:34  Deixe um Comentário  

Diarios de Sogenji – XII (23 de Janeiro a 10 de Fevereiro)

 
2007, Janeiro 23
 
     Dentro de Sogenji ha um edificio Xintoista – o que equivaleria a dizer que dentro dos estudios da RTP haveria uma redaccao da TVI. Acho muito bem, abracar a "concorrencia". Em frente ao portao desse pequeno templo, ha um poste de madeira que diz "May peace prevail on Earth". Achei bastante bonito e inspirador, mas tambem me fez pensar que esta frase reflecte um dos erros basicos do homem, na minha opiniao: o habito de se focar no exterior, de tentar mudar o que esta fora.
     Por que nao diz o poste "May Peace prevail on human heart", por exemplo? E muito bonito lutar pela paz mundial, mas eu digo "abaixo a paz mundial!" (lol). (…) Isto faz-me lembrar as aulas de sociologia, onde o professor uma vez perguntou "o que e a sociedade? Alguem alguma vez a viu? Ja alguem tomou um cafe com ela? Ja falaram com ela?" A sociedade nao existe, e apenas um conceito forjado a partir da soma tosca do conjunto dos individuos. O que e a paz mundial? Nao sera tambem um conceito abstracto?
     Creio que, sem duvida, todos deveriamos comecar por alcancar (ou procurar, pelo menos) a paz dentro de nos mesmos. Essa e a unica materia-prima real e concreta com que podermos moldar as nossas vidas e, eventualmente, afectar positivamente as vidas dos outros – caso contrario, estaremos a tentar pintar um quadro sem adquirir primeiro uma tela (os graffiters que pintam nas paredes nao contam, ein?). Esta tendencia para olhar para o exterior pode muito bem ser uma das causas da existencia de tanto sofrimento no mundo, pois, quer queiramos quer nao, tudo comeca dentro de nos. Tudo aquilo que o homem cria e manifesta exteriormente (cidades, obras de arte, guerras, revolucoes, etc.), comeca inevitavelmente primeiro na sua cabeca e no seu "coracao".  Se estes nao estiverem em paz, toda e qualquer accao do homem criara apenas mais sofrimento. O desequilibrio interior cria o desequilibrio exterior.
    Bem, foi nisto que pensei enquanto tirava areia e lama de um ralo para a chuva em mais uma manha de Samu. Nesta linha de pensamento, deixo aqui duas citacoes de 2 grandes mestres budistas:
  
Onde eu poderia encontrar couro bastante
Para cobrir toda a superfície do mundo?
Mas [usar] couro apenas nas solas dos pés
É o mesmo que cobrir o mundo inteiro.

Da mesma forma, não é possível
Controlar o curso externo das coisas;
Mas se eu controlasse a minha mente,
Que necessidade teria de controlar o resto?

 
– Shantideva, Guia para o Modo de Vida do Bodhisatva
 
 
Mas enquanto se perseguem tao nobres ideais
Esquecemo-nos de limpar os nossos quintais.
Tentamos combater todos os males da terra
Quando afinal e na nossa casa que comeca a guerra.
 
– Da Weasel, Toda a Gente
 
     Da parte da tarde fui explorar mais um pouco a floresta de Sogenji. Peguei num cajado e lembrei-me do bom Caminho de Santiago. Era so o que era preciso: um cajado e muitos quilometros pela frente. O destino nao e importante; chegando a esse destino, logo um outro surge. Diria que o que interessa e partir, mas mesmo isso so tem relevancia na medida em que permite o que realmente interessa: caminhar. Passo a passo, esquece-se a nossa origem e o destino que nos espera. Caminhar apenas e suficiente.
 
2007, Fevereiro 1
 
     Ha uns tempos atras o Roshi, no Sanzen, disse-me uma coisa umj pouco desanimadora, mas algo comica. Disse: "A tua respiracao e como uma espada – barulhenta, enferrujada e superficial". Toma la que ja almocaste!
     Ontem, 31 de Janeiro, foi o Kotai – mudanca de funcoes que acontece semestralmente.Eu fiquei como ajudante de cozinheiro (main tenzo helper). Como consequencia, deixei de morar no Zendo, ao fim de 3 meses, e passei a viver num quarto, numa casinha mais no centro de Sogenji, com o cozinheiro-chefe. E um homem de 58 anos, monge ha 20, creio, e esta em Sogenji ha 8. E um homem duro e exigente, mas tem bom coracao.
     Fiquei triste por abandonar os meus companheiros do Zendo – la tem-se uma vida mais comunitaria -, embora no meu novo quarto tenha um pouco mais de conforto e algum espaco so para mim.
 
2007, Fevereiro 3
 
     As vezes tenho a nocao que me falta sofrimento. Que tenho tido uma vida demasiado facil e calma. Essa e das poucas explicacoes que encontro para o facto de tantas vezes nao me importar com a minha mente egoica. Sinto que se me dissessem "na outra margem encontraras a felicidade suprema", eu poderia responder preguicosamente "nao faz mal, neste lado do rio tambem se esta bem". Mas e irritante, porque ao mesmo tempo sinto um chamamento interior em direccao a essa "outra" margem, a margem da paz interior, da realizacao espiritual. Sinto que a vida "convencional" e por demais vazia, mas parece que estou habituado a ela. Ou, se calhar, sou demasiado preguicoso para rumar firmemente a tal outra margem.
     Amanha comeca outro Osesshin – mais 7 dias de intensa meditacao, mas a minha mente pergunta "para que?". Mais uma serie de horas a dormir na almofada (no meu banquinho), outras tantas a ruminar na minha cabeca, intervalados por breves minutos ou segundos de vislumbres espirituais. O meu Zazen e como um cadaver em decomposicao, com uns espasmos de "vida" de vez em quando.
     Tenho no meu quarto umas "imagens de sofrimento", para me lembrar de quanta dor existe neste mundo – nao bastaria olhar para dentro de mim? Tanta dor causada pelo ego, pela falta de consciencia humana, pela ignorancia relativamente a nossa verdadeira natureza espiritual. Ainda assim, vivo adormecidamente com os meus velhos habitos, vivo uma vida vazia, sem andar para a frente ou para tras.
     Serei tao egoista ao ponto de nao conseguir um unico periodo de Zazen util, em paz (sem mente), mesmo quando o que esta em causa e a resolucao do problema fundamental do homem: a cura para o sofrimento?
     Olho para uma imagem do holocausto ou para a de uma familia sub-nutrida em Africa e sinto a sua dor. As lagrimas vem-me aos olhos. Penso: "Vou perseverar neste caminho, rumo a minha paz interior. Talvez um dia possa ajudar aqueles que ainda nao a tem". Tres segundos depois, volto de novo ao esterco mental que inunda a minha cabeca a todo o momento. Porque? Porque tanto ruido? Porque tanto passado? POrque tanto futuro? Por que nao o silencio, a paz do silencio interior, Aqui e Agora? Pode haver algo mais facil que isso? Essa rendicao a vida e tudo o que e preciso para alcancar a mais perfeita paz e dar a mao aos que sofrem pela ausencia desta, mas, ainda sssim, perco-me continuamente nos corredores infinitos da minha mente. Nao consigo baixar as armas – a luta contra a vida continua diariamente.
     Estarei a querer desperdicar um ano da minha vida, longe dos que amo, causando sofrimento, sem lhes dar nada em troca? Serei capaz de levar algo de real e util dentro de mim, ou voltarei a Portugal estupido, superficial e egoista como sempre?
     Os mestre dizem que viver sem conmpreender a Verdadeira Mente, a Natureza Ultima, e viver uma vida em vao. Sera que e isso que tento fazer, vivendo indulgentemente atraves do meu microscopico "eu"? Tantas horas de Zazen vividas em vao, tantos Sanzens em que me sentei em frente do Roshi com a certeza de nada ter  de real para lhe mostrar. Detesto estar longe de tudo o que me e querido, sentindo tanta saudade e tristeza por estar numa terra tao estranha para mim, mas mesmo assim fraquejo em cada Aqui-Agora que deixo passar esquecido. Tanta saudade, tristeza e raiva… Sera tudo em vao? Sera que me esqueco da dor da minha mae quando adormeco em pleno Zazen? Sera que esqueco a minha propria dor quando vivo dia apos dia anestesiado pelas ilusoes do meu ego?
     Estas palavras saem-me directamente do coracao, mas sei que quando pousar a caneta voltarei a mesma inconsciencia de sempre… "Ate quando?", como disse o Gabriel, o Pensador…
 
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Até quando você vai levando porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?

 
     Ate quando, Andre, vais levar porrada do teu ego? Quanta dor e sofrimento mais preciso para escolher a paz, de uma vez por todas? De quanto tempo mais preciso – de quanto futuro mais preciso – para saber, de uma vez por todas, que a vida e apenas AGORA?!
     Curiosamente, hoje o Roshi, antes da abertura habitual do Osesshin, fez um pequeno discurso para incentivar a Sangha para o novo periodo de treino que agora comeca (Fev-Ago). Relatou-nos 2 historias sobre 2 mestres exemplares – Jimyo Zenji e Hakuin Zenji. O primeiro, antes de se tornar um mestre, perseverou muito na meditacao, mas um dia, referindo-se a ele proprio, disse: "Inutil enquanto vivo, rapidamente esquecido depois de morto, que utilidade tive eu para o Dharma?" Estas palavras marcaram-me logo e enfiei rapidamente esta grande carapuca!
 
2007, Fevereiro 5
 
     No Sanzen, o Roshi pediu-me "Mostra-me a tua verdadeira natureza". Estava a espera da habitual "Mostra-me a tua respiracao". Pensei em dar um muro no chao ou dar um grito, como muitos fazem quando lhe mostram o Koan "Mu". Depois deu-me vontade de rir, mas tambem nao o fiz. Limitei-me a "mostrar-lhe a minha respiracao". Quando encontrar a minha verdadeira natureza, entao mostro-lhe.
 
2007, Fevereiro 7
 
     Hoje tive o melhor Sanzen de sempre. Este homem, por vezes, deixa-me completamente esmagado com a sua presenca. Que forca, que poder, que transcendencia. As suas palavras sao mais do que sinais ou simbolos foneticos. Sao materia viva, sao energia pura – sao "o dedo que aponta para a lua" e sao a lua em si tambem. E como ler um livro espiritual poderosissimo, mas ao vivo e a cores, com gestos bruscos, vozes fortes e carismaticas, com movimentos do Keisaku, com uma forca, um poder, uma energia, uma alma que em muito transcende o mundo dos sentidos comuns. Este homem vive perfeitamente enquadrado no mundo convencional. As vezes, parece um mero homem, mas a profundidade da sua Mente vai para alem de tudo o que pode alguma vez ser encontrado "neste" mundo. E o que eu sinto.
     Quando ele me olha nos olhos, sem os desviar um milimetro, e eu tenho a forca para fazer o mesmo, ha uma energia ali inexplicavel. Nessas alturas sinto que nao pode haver ninguem neste planeta superior em profundidade e compreensao ao Roshi. Igual sim, superior nao.
 
2007, Fevereiro 8
 
     O Sanzen continua muito forte. Parece que tem andado assim de ha uns dias para ca – talvez porque passei a ir sempre no grupo da traducao, o que lhe permite aprofundar as suas palavras.
     Hoje lembrei-me que o Eckhart Tolle disse que, embora nunca o tenha feito, o J. Krishnamurti podia ter resumido os seus ensinamentos a 2 palavras: "No thought" ou "Don’t think", nao me lembro bem. Depois pensei que era giro se o Roshi me dissesse algo assim, embora ele me o diga sempre, embora por outras palavras.
     No Sanzen mostrei-lhe a minha respiracao, como sempre. Ele disse: "Don’t close… Open". Depois bateu com o seu Keysaku na sua propria cabeca e disse: "Don’t think!" Depois sorriu enigmaticamente. Nao pude deixar de sorrir tambem.
 
2007, Fevereiro 10
 
     Acabou o Osesshin. Recebi uma carta do An___, um dinamarques que saiu de Sogenji em Janeiro. Nao foi bem uma carta, mas sim CD: "Helpyourselfish", dos dinamarqueses D.A.D. (os mesmos que tem uma musica chamada "Sleeping My Day Away"). Mas este album e completamente diferente dessa musica. Este e, para mim, sem duvida, um dos melhores albuns de Rock de sempre – embora ja date de 1995. Mas Rock a serio, nao e para meninos!=)
     Assim sendo, acabou o Osesshin e eu fui para a Guesthouse abanar o capacete!
 
Dre
Published in: on 04/03/2007 at 5:34  Deixe um Comentário