Eu quero saber quem sou!

 
     No grande oceano da vida toda a água existia como uma só, não havendo espaço sequer para qualquer tipo de conceito de "separação" ou "unidade", "todo" ou "parte", "individual" ou "universal".
     Porém, um dia o vento soprou com força e, da crista das ondas, algumas gotas de água esvoaçaram e separaram-se do oceano. Mas, mesmo antes de abandonarem o todo, o mar sussurrou-lhes ainda uma mensagem. Ele disse: "Eu quero saber quem sou!" Esse era o propósito das pequenas gotículas de água, mas à medida que elas se afastavam no ar, aquelas palavras foram-se dissipando na sua memória. Passado algum tempo, já apenas se lembravam do início da mensagem, que dizia "Eu quero…".
     Elas então queriam isto e queriam aquilo, procuravam aqui e acolá, mas não se sentiam felizes ou realizadas. Ainda não tinham ido suficientemente fundo dentro delas próprias para saber que a verdadeira felicidade ou realização não era resultado do "Eu quero…", mas sim do "…saber quem sou" – o sentido profundo da mensagem.
 ________
 
     Apenas quando as gotas souberem quem são, o que significa compreender que na sua essência são água, se sentirão realizadas e em paz. Transcenderão os conceitos de "universal" e "individual", "gota" ou "oceano". A sua identidade não residirá na fragilidade das pequenas gotas, tal como não se prenderá com a força do oceano. Grande ou pequeno, forte ou frágil, uno ou separado tornam-se irrelevantes. Ultrapassados todos os símbolos, nomes e formas, conhecem-se simples, mas profundamente, como apenas água – cristalina, pura e luminosa; água incolor, insípida, e inodora, vazia de tudo, reflectindo a natureza das coisas com perfeição.
     Não há necessidade sequer de regressar ao oceano. Seja sob que forma for, a essência pura da água nunca a abandona ou desaparece. Nas nuvens, nos mares ou nos rios; nos lagos, nos charcos ou mesmo dentro de um copo; em estado liquído, sólido ou gasoso, a essência está sempre presente. Se assim não fosse, não seria a essência – o essencial é o que nunca desaparece. Seja qual for a forma que se assuma, a verdadeira natureza está presente sempre onde estivermos, pois ela não se encontra em outro lugar que não no fundo de nós próprios.
     Quando isto é compreendido transversalmente, a natureza do oceano, das pequenas gotas e do vento que as empurrou para a separatividade torna-se clara e transparente. Nesta altura, os conceitos de oceano, gota e vento eclipsam-se irreversivelmente na unidade da Existência. A luz habita as trevas; o outrora desconhecido revela-se por completo. É a hora em que o Filho Unigénito regressa a casa do Pai e se assume como o "cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo". A isto chama-se "saber quem sou."
 
 
– A pequena história foi-me contada por um praticante/professor da Associação de Yoga e Meditação de Sintra (Ananda Marga) no festival de música e dança "Andanças", em São Pedro do Sul. Muito bonita, não?
 
..Dré
Published in: on 28/08/2006 at 0:09  Deixe um Comentário  

Onde está o Sr. Sasaki agora?

 

“Um dia, limpei da minha mente todos os pensamentos. Abandonei todo o desejo. Expulsei todas as palavras com que pensava, e repousei na tranquilidade. Senti-me um pouco estranho – como se tivesse sido transportado para dentro de qualquer coisa, ou como se estivesse prestes a tocar algum poder desconhecido para mim… e Ztt! Entrei.


Perdi as amarras do meu corpo físico. Estava dentro da minha pele, claro, mas sentia-me como se estivesse no centro do cosmos. Falei, mas as minhas palavras tinham perdido o seu significado. Vi gente caminhar em direcção a mim, mas todos eram o mesmo homem. Todos eram eu próprio! Nunca conheci este mundo. Acreditava ter sido criado, mas agora tenho de mudar de opinião: nunca fui criado; eu era o cosmos; nenhum Sr. Sasaki existiu.”

– Soken-an Sasaki


Published in: on 27/08/2006 at 22:28  Deixe um Comentário  

Um mestre Zen no corredor da morte

 
Deixo aqui um link para um artigo interessante sobre Shodo Harada Roshi (Roshi em Japonês significa "mestre") que foi visitar alguns condenados à morte numa prisão dos EUA.
 
Curiosamente, esse mestre Zen é o responsável pelo mosteiro Sogenji em Okayama, no Japão (www.onedropzendo.org), onde terei o prazer e a honra de praticar por tempo indeterminado já a partir de Outubro.=)
 
 
..dré
Published in: on 18/08/2006 at 11:56  Deixe um Comentário  

Quanto tempo vamos levar para aprender..?

 

DEPOIS DE ALGUM TEMPO
por William Shakespeare

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar as suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão."

"Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que, não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa de perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas num instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que as verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que o seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são afastadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos."

"Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está a ir, mas que, se você não sabe para onde está a ir, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus actos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados."

"Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso."

"Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do modo que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo."

"E que, com a mesma severidade com que julga, será nalgum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você junte os seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante o seu jardim e decore a sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende realmente que pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida! As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

Published in: on 08/08/2006 at 12:11  Deixe um Comentário  

Três níveis de desenvolvimento da consciência humana:

 

Tomemos como exemplo a seguinte situação: Um homem trabalha numa empresa há 15 anos, tendo no momento 50 anos de idade. A meio da manhã de um dia normal de trabalho é avisado de que o seu chefe quer falar com ele. Ao chegar ao seu gabinete, encontra o seu superior extremamente irado. Sem mais delongas, aquele despede-o aos gritos, alegando justa causa e afirmando que a decisão está formalmente tomada. O homem tem, dependente do seu salário, uma série de responsabilidades (família, bens adquiridos, etc.).

1 – Reacção interna e externa inconscientes

        Um indivíduo, neste primeiro nível, naturalmente fica transtornado, reagindo de forma negativa e possivelmente agressiva. O estímulo exterior (o despedimento) despoleta uma reacção interna psico-emocional automática e inconsciente, que leva a uma reacção externa (comportamento) também ela inconsciente. O indivíduo entra em esquemas mentais de ataque-defesa-ataque, tentando por todas as formas defender aquilo que considera ser seu de direito, fazendo recurso a tácticas psicológicas aprendidas ao longo do tempo e nunca colocadas em causa em termos de eficácia.
        Este tipo de reacção automática e involuntária deve-se a uma total – ou parcial – ausência de exploração psicológica e comportamental; um total desconhecimento ou desinteresse pelo desenvolvimento pessoal.

2 – Reacção interna inconsciente, acção externa consciente

        Nesta segunda fase, o sujeito, face ao estímulo, sofre as mesmas consequências emocionais e psicológicas (reacção interna), despoletando-se aquelas de forma também automática. Porém, antes de se activar uma resposta externa imediata e involuntária, entra em cena um outro tipo de consciência, mais liberta dos condicionamentos mentais habituais. Desse modo, o sujeito transforma, ainda que não automaticamente, a carga interna gerada com o estímulo externo – o tempo necessário e o grau de transformação dessa energia reactiva dependem, directamente, do nível de ser (o grau de consciência) do indivíduo.
        Assim, a acção externa será consciente, muito naturalmente demonstrando um nível de serenidade e estabilidade emocional mais elevado quando comparado com o caso anterior, o que não significa que a pessoa desiste de lutar por aquilo que considera ser justo. Na verdade, não muda nada de essencial no que irá ser feito; a mudança fundamental surge no como irá ser feito. Deixará de haver um padrão reactivo ataque-defesa-ataque, mas sim uma reacção lógica, racional, sensata, descontaminada de todo e qualquer condicionamento emocional ou psicológico.
        Esta mudança radical no comportamento (acção externa) deve-se a uma compreensão mais profunda, levada a cabo ao longo do tempo, acerca da natureza última do nosso ser. O sujeito deixa de derivar do exterior a noção que tem sobre quem ele é. Sabe que é no interior que habita o último reduto da sua verdadeira identidade. O que acontece exteriormente afecta-o agora de uma forma mais superficial e débil. Naturalmente, há indivíduos que reagem mais calmamente do que outros, resultado de uma educação mais polida. Porém, este tipo de consciência é menos profunda que o referido anteriormente, pois manifesta-se a um nível mais superficial e actua essencialmente nas esferas do politicamente correcto e socialmente desejável. Desse modo, interiormente, a consciência continua manchada por uma miríade de conflitos psico-emocionais.
        Nesta segunda fase, note-se, àquilo que se denominava por "reacção externa" passou a dar-se o nome de "acção externa". Já não se trata de uma mera reacção, grandemente influenciada pelo estímulo exterior e cuja carga psico-emocional está em ressonância com o mesmo, mas sim de uma acção alicerçada em si própria e resultado de um tipo de consciência mais subtil e com uma qualidade muito diferente daquela do estímulo exterior.

3 – Acção interna e externa conscientes

        Por fim, a terceira fase corresponde à fase final do apuramento pessoal da consciência. Perante a situação-estímulo exemplo, nada dentro do indivíduo se levanta de forma reactiva. Nenhuma oposição psicológica é erguida perante aquilo que, note-se claramente, já aconteceu. Se algo já aconteceu, qualquer tipo de negatividade ou resistência interior é totalmente vã, o que equivale a dizer ilógica ou insensata. Assim, face a situações adversas, este terceiro tipo de ser humano nunca reage; apenas age. Ou seja, a acção faz depender a sua existência do estímulo externo, mas não a sua qualidade ou natureza. O indivíduo age porque a tal foi impelido, porém faz depender da sua vontade consciente o modo como o faz. Tendo desenvolvido este nível de consciência, a pessoa age de uma forma mais congruente, pacífica e eficaz. Deixando de ser marioneta das suas reacções internas automáticas, passa a actuar de forma a ir de encontro à situação tal e qual ela se apresenta, sem ruído ou contaminação cognitiva, ciente da inutilidade de qualquer tipo de negatividade.
        A grande diferença entre este tipo de ser humano e o anterior é que, enquanto no caso precedente a reacção interna existia, sendo apenas a acção externa alvo de "transformação intencional", agora mesmo a dimensão interna é totalmente consciente. As reacções interiores involuntárias e condicionadas foram completamente extirpadas, de tal modo que a sua mente se tornou como um espelho límpido e claro onde a realidade é reflectida fielmente, sendo esta a única base saudável para uma acção que se pretende correcta e eficaz. Apenas uma mente vazia pode ver e compreender o que é a existência, uma mente liberta de qualquer tipo de conceito – tal como apenas um espelho cristalino pode reflectir uma realidade sem manchas.
        Esta sublimação radical da mente humana deve-se a um trabalho diligente de desenvolvimento pessoal e introspecção exercido ao longo do tempo, conduzindo a uma revolução profunda nos fundamentos da consciência e nos seus modos de acção. Isto deve-se a um insight transformador na compreensão da natureza da realidade e na visão sobre o modo de funcionamento da Vida. Isto acontece quando a mente – esvaziada de todos os "extras", de todos os constrangimentos psico-emocionais aprendidos ao longo dos séculos pelo Homem, – é deixada perante ela própria, totalmente vazia de conteúdos, somente na presença do "tecido de que é feito a existência".

..Dré

Published in: on 08/08/2006 at 9:47  Comments (1)  

Vegetarianismo – Parte III

 
Deveríamos ser capazes de recusar-nos a viver se o preço da vida é a tortura de seres sensíveis. (Mahatma Gandhi)

Sinto que o progresso espiritual requer, numa determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para a satisfação dos nossos desejos corpóreos. (Mahatma Gandhi)

Que horror é meter entranhas em entranhas, engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos. (Pythagoras)

Enquanto o homem continuar a ser o destruidor dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, continuarão a matar-se uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor. (Pythagoras)

Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem. (Leonardo da Vinci)

Feliz seria a terra se todos os seres estivessem unidos pelos laços da benevolência e só se alimentassem de alimentos puros, sem derrame de sangue. Os dourados grãos que nascem para todos dariam para alimentar e dar fartura ao mundo. (Buda)

Quanto mais o homem simplifica a sua alimentação e se afasta do regime carnívoro, mais sábia é a sua mente. (George Bernard Shaw)

Eu não tenho dúvidas de que é parte do destino da raça humana, na sua evolução gradual, parar de comer animais. (Henry David Thoreau)

É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro não criam um desgosto e abominação intoleráveis. (Percy Bysshe Shelley)

Quando me tornei vegetariano, poupei dois seres, o outro e eu. (Hermógenes)

Se quisermos nos libertar do sofrimento, não devemos viver do sofrimento e do assassínio infligidos aos animais. (Dr. Paul Carton)

Se o homem aspira sinceramente a viver uma vida real, sua primeira decisão deve ser abster-se de comer carne e não matar nenhum animal para comer. (Leon Tolstoy)

O comer carne é a sobrevivência da maior brutalidade; a mudança para o vegetarianismo é a primeira consequência natural da iluminação. (Leon Tolstoy)

Respeitem os animais. Eles sentem e sofrem como nós. Não os maltratem, não os torturem, não os prendam, não os matem. (de autoria anónima)

Como zeladores do planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens estão além de nossa compreensão. Por favor, ajudem a parar com esta loucura. (Richard Gere)

Não haverá justiça enquanto o homem empunhar uma faca ou uma arma e destruir aqueles que são mais fracos que ele. (Isaac Bashevis Singer)

Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhores com nós mesmos e melhores com os animais, sabendo que não estamos a contribuir para o sofrimento deles. (Paul e Linda McCartney)


Se você pudesse ver ou sentir o sofrimento, você certamente não pensaria duas vezes. Devolva a vida. Não coma carne. (Kim Basinger)

O que não concebo é degolar um cabrito, asfixiar uma pomba, cortar a nuca de uma galinha ou dar punhaladas num porco para que eu coma seus restos. Não é por uma questão de química biológica o motivo de eu me ter passado para as fileiras do ovo-lacto-vegetarianismo, mas pelo imperativo moral de que minha vida não seja mantida às custas da vida de outros seres. (Dr. Eduardo Alfonso, médico naturista espanhol)

Que luta pela existência ou que terrível loucura vos levou a sujar vossas mãos com sangue – vós, repito, que sois nutridos por todas as benesses e confortos da vida? Por que ultrajais a face da boa terra, como se ela não fosse capaz de vos nutrir e satisfazer? (Plutarco)

Como rei, esforcei-me para impedir o dano a criaturas vivas e renunciei a ter grande número de caçadores e pescadores e às caçadas a que se entregam outros governantes. (Rei Asoka)

Os vegetais constituem alimentação suficiente para o estômago e, no entanto, recheamo-lo de vidas valiosas. (Sêneca)

A estrutura do homem, externa e interna, comparada com a de outros animais, mostra-nos que as frutas e os vegetais suculentos constituem a sua alimentação natural. (Lineu)

Não comer carne significa muito mais para mim que uma simples defesa do meu organismo; é um gesto simbólico da minha vontade de viver em harmonia com a natureza. O homem precisa de um novo tipo de relação com a natureza, uma relação que seja de integração em vez de domínio, uma relação de pertencer a ela em vez de possuí-la. Não comer carne simboliza respeito pela vida universal. (Pierre Weil)

Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, pelos seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade. (Albert Einstein)

Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer. (Jeremy Bentham)

A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de carácter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem. (Arthur Schopenhauer)

Os animais dividem connosco o privilégio de ter uma alma. (Pythagoras)

Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem. Deus quer que ajudemos aos animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida. (São Francisco de Assis)

Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes. (Albert Schweitzer – Prémio Nobel da Paz em 1952)

Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais (…) os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento. (Charles Darwin)

A não-violência leva-nos aos mais altos conceitos de ética, o objectivo de toda evolução. Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens. (Thomas Edison)

Para mim, não amar os pássaros e todos os animais seria não amar a Deus. Pois os seus filhos são pássaros e animais tanto quanto os seres humanos. (Sadhu Vaswani)

Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens. (Alice Walker)

Minha doutrina é esta: se nós vemos coisas erradas ou crueldades, as quais temos o poder de evitar e nada fazemos, nós somos coniventes. (Anna Sewell)

Se quisermos nos libertar do sofrimento, não devemos viver do sofrimento e do assassínio infligidos aos animais. (Paul Carton)

Para melhores orgasmos, torna-te vegetariano. (Pamela Anderson)  Lololol.

Published in: on 04/08/2006 at 12:42  Deixe um Comentário  

Roshi

 
Roshi é a denominação Japonesa para "mestre", expressão muito utilizada no Budismo Zen, passando mesmo a incorporar o nome pelo qual o mestre é conhecido quando atinge um determinado desenvolvimento espiritual. O seguinte excerto foi retirado da introdução de "Zen Mind, Beginner’s Mind" de Shunryu Suzuki Roshi, introdução essa elaborada por Richard Baker – discípulo próximo de Suzuki. Todavia, o excerto refere-se às palavras de Trudy Dixon, uma outra discípula do mesmo mestre, descrevendo a relação entre um mestre Zen e um estudante Zen.
 
«Um Roshi é uma pessoa que realizou aquela liberdade perfeita que existe como potencial em todos os seres humanos. Ele existe livremente na plenitude do seu ser. O fluxo da sua consciência não consiste nos padrões fixos repetitivos da nossa conscência auto-centrada habitual, mas sim surgindo espontânea e naturalmente das circunstâncias reais do presente. Os resultados disto, em termos de qualidade da sua vida, são extraordinários – vivacidade, vigor, franqueza, simplicidade, humildade, serenidade, alegria, uma perspicácia misteriosa e uma compaixão inacreditável. Todo o seu ser é uma prova viva do que significa viver na realidade do presente. Sem dizer ou fazer nada, apenas o impacto de conhecer uma personalidade tão desenvolvida pode ser suficiente para mudar todo o modo de vida de outrem. Mas no final, não é o carácter extraordinário do professor que surpreende, intriga e aprofunda o aluno, mas sim a sua total trivialidade. Como é apenas ele próprio, ele é um espelho para os seus alunos. Quando estamos com ele, sentimos as nossas próprias qualidades e defeitos sem nenhum tipo de louvor ou crítica da sua parte. Na sua presença, nós vemos a nossa face original, e a excepcionalidade que vemos é apenas a nossa verdadeira natureza. Quando aprendemos a libertar a nossa própria natureza, as fronteiras entre mestre e aluno desaparecem num grande fluxo de ser e alegria no desabrochar da mente de Buda.»
 
(tradução: ..dré)
Published in: on 03/08/2006 at 9:13  Deixe um Comentário  

Tool – Parabol(a)

 
Tão familiar e esmagadoramente morno
Esta mesma, esta forma que eu possuo agora
Abraçando-te, esta realidade aqui
Esta mesma, esta forma que eu possuo agora, tão
Inocente e esperançosa
Inocente e esperançosamente selvagem
 
Nós mal nos recordamos o que surgiu antes deste momento precioso
Escolhendo estar aqui, agora. Continuo, mantenho-me dentro…
Deste corpo que me sustenta, relembrando-me que eu não estou sozinho…
Este corpo faz-me sentir eterno. Toda esta dor é uma ilusão…
 
Nós mal nos recordamos de quem ou o que é que surgiu antes deste momento precioso
Nós estamos a escolher estar aqui, agora. Continua, mantém-te dentro…
Desta realidade sagrada, desta experiência sagrada. Escolhendo estar aqui …

Neste corpo. Este corpo que me sustenta. Sê a minha lembrança aqui que eu não estou sozinho…
Neste corpo. Este corpo que me sustenta. Sentindo-me eterno, toda esta dor é uma ilusão…

Vivo nesta realidade sagrada, nesta experiência sagrada. Escolhendo estar aqui …

Neste corpo. Este corpo que me sustenta. Sê a minha lembrança aqui que eu não estou sozinho…
Neste corpo. Este corpo que me sustenta. Sentindo-me eterno, toda esta dor é uma ilusão…

Rodopiando nesta parábola familiar.
Girando, serpenteando em cada nova experiência.
Reconhece isto como uma dádiva sagrada e celebra esta
Oportunidade de estar vivo e a respirar.

Este corpo que me sustenta recorda-me da minha própria mortalidade.
Abraça este momento. Lembra-te. Somos eternos.
Toda esta dor é uma ilusão.

 
(tradução: ..dré)

Published in: on 02/08/2006 at 12:12  Deixe um Comentário